domingo, 28 de junho de 2015

LIÇÃO 13 – A RESSURREIÇÃO DE JESUS- 2º TRIMESTRE 2015





"E no primeiro dia da semana, muito de madrugada, foram elas ao sepulcro, levando as especiarias que tinham preparado, e algumas outras com elas. E acharam a pedra revolvida do sepulcro.
E, entrando, não acharam o corpo do Senhor Jesus. E aconteceu que, estando elas muito perplexas a esse respeito, eis que pararam junto delas dois homens, com vestes resplandecentes.
E, estando elas muito atemorizadas, e abaixando o rosto para o chão, eles lhes disseram: Por que buscais o vivente entre os mortos? Não está aqui, mas ressuscitou. Lembrai-vos como vos falou, estando ainda na Galiléia, Dizendo: Convém que o Filho do homem seja entregue nas mãos de homens pecadores, e seja crucificado, e ao terceiro dia ressuscite. E lembraram-se das suas palavras."

Lucas 24:1-8


INTRODUÇÃO
Em Lucas 24 encontramos o registro da ressurreição de Jesus, ocorrida após o terceiro dia da sua morte. Nesta lição traremos a definição da palavra ressurreição; veremos que esta doutrina não é uma invenção humana, pois é ensinada tanto no AT quanto no NT; pontuaremos qual a importância deste acontecimento e suas implicações; destacaremos algumas perspectivas dos críticos do cristianismo, que tentam com argumentos falaciosos e descabidos invalidar o fato do Cristo ter ressurgido dentre os mortos; e, por fim, veremos que a ressurreição é um fato inegável que torna Cristo e sua mensagem
inigualáveis.

I – DEFINIÇÃO DA PALAVRA RESSURREIÇÃO
“No sentido bíblico indica o milagre divino de trazer uma pessoa morta de volta à vida no mesmo corpo, seja para a existência temporal, como aconteceu com Lázaro (Jo 11.38), seja para a vida eterna e glorificada, para a qual Jesus ressurgiu e todos os seus ressurgirão no dia da sua volta” (TENNEY, 2008, vol. 05, p. 168 – acréscimo nosso). Mas, o que a Bíblia nos ensina a respeito da Doutrina da Ressurreição? Vejamos o que nos diz o AT e o NT:

1.1 Antigo Testamento. É verdade que não encontramos declarações muito claras a respeito da ressurreição dos mortosantes do tempo dos profetas, embora Jesus deu o parecer de que já estava implícita em (Êx 3.6; Mt 22.29-32), e o escritor aos Hebreus dá a entender que até mesmo os patriarcas anelavam à ressurreição dos mortos (Hb 11.10, 13-16,19). Essa crença está implícita nas passagens que falam numa libertação do “sheol” (Sl 49.15; 73.24,25; Pv 23.14). Ela encontra
expressão na declaração de Jó 19.25-27. Sobretudo a vemos ensinada claramente em Is 26.19 e em Dn 12.2, e provavelmente está implícita igualmente em Ez 37.1-14” (BERKHOF, 2000, p. 725 – grifo e acréscimo nosso).

1.2 Novo Testamento. “No NT, o termo grego “anastasis” refere-se a ressurreição do corpo morto a vida. Como se podia esperar, o Novo Testamento tem mais que dizer sobre a ressurreição dos mortos do que o Velho Testamento, porque coloca o clímax da revelação de Deus sobre este ponto na ressurreição de Jesus Cristo. Contra a negação dos saduceus, Jesus argumenta em favor da ressurreição dos mortos com base no Velho Testamento (Mt 22.23-33 e paralelas (Êx 3.6). Além disso, Ele ensina essa grande verdade com muita clareza em (Jo 5.25-29; 6.39, 30, 44, 54; 11.24, 25; 14.3; 17.24). A passagem clássica do Novo testamento para a doutrina da ressurreição é 1 Co 15. Outras passagens importantes são: (1 Ts 4.13-16; 2 Co 5.1-10; Ap 20.4-6, e 20.13)” (BERKHOF, 2000, p. 725,726 – acréscimo nosso).

II – A IMPORTÂNCIA DA RESSURREIÇÃO DE CRISTO
A ressurreição de Cristo tem significação tríplice:

(1) constituiu uma declaração do Pai de que o último inimigotinha sido vencido, a pena tinha sido cumprida, e tinha sido satisfeita a condição em que a vida fora prometida (I Co 15.26; Ef 1.17-23; Fp 2.9-11);
(2) foi um símbolo daquilo que iria suceder aos membros do corpo místico de Cristo em
em seu nascimento espiritual (Rm 6.4-5, 9; 8.11; Ef 2.1,5; Cl 2.12,12; );

(3) relaciona-se também com a ressurreição final dos crentes por ocasião do arrebatamento (I Co 6.14; 15.20-22,52; II Co 4.14; I Ts 4.16).

2.1 É uma Doutrina embasada nas profecias do AT. No AT encontramos o registro de profecias acerca da ressurreição do Messias. Este fato foi profetizado por Davi (Sl 16.9-11; At 2.25-32; 13.35-37); anunciado tipologicamente na experiência de Jonas (Jn 1.17; Mt 12.39,40); e, por fim, anunciada por Isaías (Is 25.8; 53.10; I Co 15.3,4, 55-57).

2.2 É uma Doutrina fundamental do Cristianismo. O apóstolo Paulo nos diz em (1 Co 15) que, se

Cristo não ressuscitou: a nossa pregação é vã (v. 14);
a nossa fé é vã (v. 14);
os apóstolos são falsas testemunhas (v. 15);
nós permanecemos em nossos pecados (v.17);
os que dormiram em Cristo estão perdidos (v.18);
e os cristãos são os mais miseráveis de todos os homens (v.19).

Por isso, a ressurreição de Cristo é uma doutrina fundamental do Cristianismo
(I Co15.4; II Tm 2.8).

2.3 É uma Doutrina fundamental para a aplicação da nossa salvação. Era necessário Cristo ressuscitar, para enviar o Espírito Santo (Jo 16.7; At 2.32,33); para dar dons aos homens (Ef 4.8-11); para dar arrependimento e remissão de pecados à Israel (At 5.31) e para estar à destra do Pai nos céus, e ser o cabeça da igreja (Ef 1.19-23). Paulo afirma ainda que a morte de Cristo reconciliou-nos com Deus, e Sua vida presente é que aperfeiçoa a nossa salvação (Rm 5.8-10).

2.4 É uma Doutrina que garante a nossa própria ressurreição. Escrevendo aos tessalonicenses, o apóstolo Paulo deixa bem claro que a ressurreição de Cristo nos garante que, os que morreram em Cristo, hão de ressuscitar (I Ts 4.13-17). Por isso, ele lhes diz que não queria que eles fossem ignorantes acerca dos que dormem, para que não se entristecessem, como
os demais, que não tem esperança (I Ts 4.13).

III - NEGAÇÕES DA RESSURREIÇÃO

Muitas heresias tem surgido no decorrer dos séculos acerca da pessoa de Cristo. Umas lançando dúvidas sobre a Sua humanidade; outras sobre Sua divindade; e outras, disseminando dúvidas sobre a Sua morte e ressurreição. Os céticos e incrédulos têm criado falsas teorias, tentando negar a realidade da ressurreição de Cristo. Citemos apenas algumas:

FALSAS TEORIAS O QUE PENSAM E AS REFUTAÇÕES

A Teoria do Desmaio

Cristo estava apenas desmaiado e seus discípulos o raptaram da sepultura e o reanimaram.
Enganadores não arriscariam a vida mais tarde por causas justas como fizeram os discípulos (At
5.41; 15.26; 21.13). Esta teoria falha em fazer justiça ao exame e pronunciamento dos soldados
romanos de que Jesus estava morto (Mt 27.54; Jo 19.32,33). Os discípulos roubaram o corpo de Jesus Seus discípulos roubaram o seu corpo da sepultura e o esconderam em algum lugar. Esta
opinião falha em explicar que, para os discípulos irem roubar o corpo de Jesus, eles teriam que
enfrentar a guarda romana (Mt 27.64-66), o que eles não estavam dispostos a fazer, pois após a
morte de Cristo, ficaram trancafiados com medo de terem a mesma sorte que o seu líder
(Jo 16.32; 20.19,26).

A Teoria da Alucinação

Os discípulos apenas pensaram ter visto Jesus. Uma variação disto é a teoria da razão
histórica de Richard Niebuhr, de que os discípulos tinham uma lembrança histórica tao vivida de
Cristo, que pensavam e falavam dEle como se Ele estivesse vivo. Esta teoria falha em levar em
conta o fato de que eles sentiram suas mãos e seus pés, falaram com ele, e comeram com ele (Lc
24.42,43).

IV – TRÊS VERDADES ACERCA DA RESSURREIÇÃO DE JESUS

4.1. Sua ressurreição foi real. Os soldados designados para guardarem o seu corpo atestaram a ressurreição de Cristo (Mt 28.11);

as mulheres que foram visitar o seu corpo (Mt 28.9,10); 

foi visto por Cefas (I Co 15.5),

pelos apóstolos (I Co 15.5),

por mais de quinhentos irmãos (I Co 15.6); 

por Tiago (I Co 15.7);

também por Paulo (I Co 15.8; At 9.4,5).

4.2. Sua ressurreição foi corporal. A Bíblia demonstra que a ressurreição de Jesus foi corporal, pois depois da mesma, Ele afirmou que tinha carne e ossos (Lc 24.39); aos discípulos ele mostrou os sinais dos cravos em seu corpo e também da lança que furou o seu lado (Jo 20.27); e as mulheres ao encontrá-lo na manhã da ressurreição, abraçaram-lhe os pés (Mt 28.9); e ainda comeu na presença dos seus discípulos (Lc 24.41,42).

4.3. Sua ressurreição foi singular. As ressurreições que ocorreram tanto no AT quanto no NT foram temporárias (1 Rs 17.17,24; 2 Rs 4.17-27; Mc 5.22-43; Jo 11; At 9.36-43; 20.7,12), indiscutivelmente estas pessoas morreram novamente. Porém, quanto a Cristo Jesus, ele ressuscitou e está vivo agora e para todo o sempre (Rm 6.9,10; 2 Tm 1.10; Ap 1.18).

V – A IMPORTÂNCIA DA RESSURREIÇÃO DE CRISTO PARA A NOSSA PREGAÇÃO

5.1 A ressurreição de Jesus faz dele um homem incomparável. “Um líder de um certo segmento fazer discípulos e depois morrer como um mártir não é nenhuma novidade. Mas Cristo Jesus — além de não ter morrido como mártir, pois entregou o seu espírito voluntariamente a Deus, ressuscitou dentre os mortos, demonstrando o seu supremo poder pessoal” (SILVA, 2008, p. 161 – acréscimo nosso).

5.2 A ressurreição de Jesus faz do cristianismo uma religião incomparável. Diferente de outras religiões cujos fundadores encontram-se sepultados, o cristianismo tem o seu fundador ressurreto ao lado do Pai nas alturas (At 7.56; Ef 1.20; Hb 1.3; 8.1).

5.3 A ressurreição de Jesus nos dá uma mensagem incomparável. Nenhuma boa nova os cristãos teriam para contar as nações se o seu guia espiritual permanecesse morto. Todavia, a ressurreição de Jesus outorga aos seus seguidores ousadia para anunciar a sua mensagem, contando com a sua cooperação por meio de sinais que se seguem (Mc 16.17-20).

CONCLUSÃO
A ressurreição de Cristo causou um impacto na vida dos apóstolos, dos discípulos, de todo o mundo do primeiro século até os dias atuais. Este fato, apesar de sofrer várias críticas pelos céticos do passado e do presente, permaneceu como uma verdade inabalável que consiste na base do cristianismo, pois é a garantia da nossa salvação e da ressurreição dos que em Cristo dormem.


Fonte : Rede Brasil de Comunicação - Lição de EBD

Salmo, O Hinário Oficial de Israel



Cantai louvores a Deus, cantai louvores; cantai louvores ao nosso Rei, cantai louvores.
Salmos 47:6


VERDADE PRÁTICA 

Através dos salmos, o crente fiel aproxima-se de DEUS, louvando e glorificado-lhe o santo nome, e adentrando ao trono da graça.

LEITURA DIÁRIA 

Apresentemo-nos a DEUS com louvores - Sl 95.2

Cantai-lhe, Cantai-lhe salmos - Sl 105.2

Cada um de vós tem salmos - 1 Co 14.26

Falando com salmos, hinos e cânticos espirituais - Ef 5.19

Admoestando com salmos, hinos e cânticos espirituais - Cl 3.16

Cantai ao Senhor, vós, seus santos - Sl 30.4

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Assim, cantarei salmo ao teu nome perpetuamente, para pagar os meus votos de dia em dia - Salmos 61.8

Apresentemo-nos ante a sua face com louvores e celebremo-lo com salmos - Salmos 95.2

Cantai-lhe, cantai-lhe salmos; falai de todas as suas maravilhas. - Salmos 105.2

Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem  interpretação. Faça-se tudo para edificação.  - 1 Corintios 14.26

A Palavra de CRISTO habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos; cantando ao Senhor com graça em vosso coração. - Colossenses 3.16

COMENTÁRIO 

Não há livro na Bíblia que atraia mais as pessoas que os Salmos. Embora escritos como hinário oficial de Israel, os Salmos alcançaram a todos os povos com sua mensagem de louvor, de adoração, de gratidão, de esperança e de salvação. Começaremos com uma visão panorâmica de dos Salmos.


1. CARACTERIZAÇÃO GERAL DO LIVRO DE SALMOS

1. Títulos e nomes :

a) O Vocábulo Salmos : A palavra Salmos tem origem na tradução do A.T hebreu  para o grego, ano 200 a.C., feita por 70 sábios - a septuaginta ( LXX ). Nesta versão, os Salmos recebem o título de Psalmói: cânticos entoados com o acompanhamento de instrumento de cordas.

A vulgata, tradução latina da Bíblia feita por Jerônimo, denominou os Salmos de Liber Salmorum.
No hebraico, o termo que corresponde a salmos é Tehillim: Louvores ou Cânticos de Louvor.

b) Saltério : O Livro de Salmos também é chamada Saltério. Este termo vem da palavra grega Psâlterion. È o nome de um instrumento musical que, no A.T, já era bem conhecido ( Sl 33.2 ; Sl 108.2 ; 144.9 ).

2) Datas e Autoria 

a) Período:  Os salmos, segundo os estudiosos, foram escritos no período que vai de 1500 a 450 a.C. Ou seja: durante mil Anos aproximadamente.

b) Autoria : Diversos foram os autores dos Salmos. O mais destacado foi Davi, rei de Israel, chamado apropriadamente de "o suave em salmos de Israel " ( 2 Sm 23.1 ).

Os Salmistas, cujos nomes são mencionados na Bíblia, são os seguintes :

DAVI : escreveu 73 Salmos ( quase metade do Saltério );
ASAFE : escreveu 12 salmos ( 50, 73-83 );
FILHOS DE CORÉ : 11 Salmos ( 42-49; 84-85 ; 87-88 );
SALOMÃO : escreveu 2 Salmos ( 72 e 127 );
MOISÉS : escreveu 1 Salmo ( 90 )
ETÃ : escreveu 1 ( 89 )
Mais de 50 Salmos foram escritos por autores desconhecidos.

2. ESTRUTURA E CLASSIFICAÇÃO 

1. Divisão em Livros :  Os 150 salmos são organizadas didaticamente em cinco livros. Cada um desses livros termina com uma doxologia, ou "enunciação de louvor e invocação a DEUS".
Livro I - do salmo 1 ao 41 ; Livro II - do Salmo 42 ao 72 ; Livro III - do Salmo 73 ao 89 ; Livro IV - do salmo 90 ao 106 e Livro V - do Salmo 107 ao 150.

2. Classificação dos Santos: 

Conforme a Bíblia de Estudo Pentecostal, os salmos podem ser classificados nos seguintes temas :

a) Cânticos de Aleluia ou de Louvor :  Engrandecem o nome, a bondade, a grandeza, a majestade e a salvação de DEUS. Sl 8 , 34 , 103 , 115 , 145 , 150.

b) Cânticos de Ação de Graças :  Reconhecem o socorro e o livramente divinos. Sl 18 , 34 , 100 , 126 , 138.
c) Salmos de Oração e Súplicas. Incluem lamentos e petições diante de DEUS. Sl 3 , 6 , 54 , 90 , 141 e 143.

d) Salmos Penitenciais:  Tratam da confissão de pecados. Sl 32 , 38 , 51 , 130.

e) Cânticos da História da Bíblia:   Narram como DEUS se relacionou com Israel ao longo de sua história. Sl 78 , 105, 108, 126 e 137.

f) Salmos da Majestade Divina :    Declaram a soberania de DEUS. Sl 24 , 47, 93 e 96.

g) Cânticos Litúrgicos  :  Usados em eventos  ou festas especiais em Israel. Sl 15 , 24 , 45 e 68.

h) Salmos de Confiança e Devoção :   Expressam confiança e devoção  a DEUS. Sl 11 , 16 , 23 , 27 , 40 , 46, 131 e 139.

i) Cânticos de Romagem :   Também chamados "Cânticos de Sião" ou "Cânticos dos Degraus". Eram entoados pelos peregrinos, a caminho de Jerusalém, para celebrarem as festas anuais. Sl 43 , 46 , 48 , 76, 84, 120-134.

j) Cânticos da Criação :    Referem-se ao poder criador de DEUS e suas obras . Sl 8 , 19 , 33, 65 e 104.

l) Salmos Sapienciais e Didáticos :   Revelam a sabedoria de DEUS. Sl 1 , 34 , 37 , 112, 119 e 133.

m) Salmos Régios ou Messiânicos :   Descrevem certas experiências dos reis Davi e Salomão, com significado profético, prefigurando a vinda do Messias. Sl 2 , 16 , 22, 41 , 72 , 102 , 110 e 118.

n) Salmos Imprecatórios :  Invocam maldição, ou vingança, sobre os inimigos de DEUS e de seu povo. Sl 7, 35 , 58 , 59 , 109 e 137.

3. Caracteristicas especiais dos Salmos : A Poesia hebraica não tem rima e pouco se preocupa com a métrica. Os salmos têm os seguintes elementos básicos:

a) Ritmo :   Trata-se da repetição harmoniosa dos sons. Quando lemos : " Louvai ao Senhor, porque ele é bom; porque a sua benignidade é para sempre. Louvai ao DEUS dos deuses, porque a sua benignidade é para sempre" ( Sl 136.1-2 ), percebemos o subir e o descer da voz, numa harmonia bem caracteristicas.

b) Paralelismo : È o elemento indicativo do "equilibrio de forma e sentido".   A idéia é apresentada pelo salmista, e, em seguida, é repetida, gerando um contraste. Os principais paralelismo no saltério são os seguintes:

Paralelismo Sinônimo : Ocorre quando a segunda linha do salmo repete a primeira com palavras um pouco diferentes. "Antes, tem o seu prazer na lei do Senhor e na sua lei medita de dia e de noite " (Sl 1.2 )

Paralelismo Antitético :  A Segunda linha faz contraste com a primeira. "Porque o Senhor conhece o caminho  dos justos mas o caminha dos ímpios perecerá ( Sl 1.6 )

Paralelismo Sintético :  A segunda linha do salmo complementa a primeira, enriquecendo o pensamento original. "Senhor, meu DEUS, em ti confio; salva-me de todos os que me perseguem e livra-me" ( Sl 7.1 ).

Obs: Os destaques foram feitos pelo comentador para fins didáticos.

c) Termos técnicos e títulos descritivos 

Selá : Este vocábulo ocorre 71 vezes, principalmente entre os livros I a III. Para alguns autores, trata-se de um sinal para mundança no acompanhamento musical, ou para aumentar o som dos instrumentos ou das vozes.

Higaiom : Como aparece nos salmos 9.6  ; 19.4 ; 92.3 , parece indicar uma pausa para meditação ou de diminuição na altura dos sons dos intrusmentos.

Mictão : Nãos se sabe o sentido exato desta palavra, mas parece indicar um salmo de lamentação e arrependimentos ( 56 - 60 ).

Para Jedutum ( Yedutum ) : Conforme usado nos salmos 39 , 62 e 77, inndica confissão.
Masquil : Poesia com finalidade de meditação ou ensino ( Sl 32 , 42 , 44, 54 ).

3. FINALIDADES DOS SALMOS.

1. Devocional : No seu sentido original, os salmos foram destinados á adoração a Jeová através de orações cantadas com acompanhamento de instrumentos musicais.

2. Cultual :  Na páscoa, na Festa das Tabernáculos e na Festa da Colheita, os Salmos dos Degraus, do 120 ao 134, eram os mais usados. Segundo Davidson, " eram habitualmente entoados por um coro de levitas, de pé, nos quinze degraus que ligavam os dois pátios do Templo" ( Novo Comentário da Bíblia ).  O Salmo 130 era muito usado em ocasiões de penitência como, por exemplo, no Dia da Expiação. Os Salmos 92 a 100 era eminentemente sabáticos. Além disso, os judeus tinham, em cada dia da semana, um salmo habitual.

4. SALMOS, UM LIVRO PARA TODAS AS ÉPOCAS

1. No Antigo Testamento :  Houve momentos, no AT, em que o louvor era tão profundo, que as pessoas não podiam ficar em pé, como na ocasião em que a Arca foi levada da Tenda da Congregação para o Santo Templo em Jerusalém ( 2 Cr 5.5-9 ). Uma nuvem encheu a casa, e os sacerdotes não podiam ministrar, pois achavam-se envolvidos pela glória e pelo poder de DEUS ( 2 Cr 5.13-14 ). Eles entoavam o salmo que diz: "o Senhor é bom e a sua benignidade dura para sempre " (  Sl 136.1 ).

2. No Novo Testamento :  No N.T, há nada menos que 186 citações dos Salmos. Uma lista extensa poderia ser incluída, enumerando os salmos citados no NT. Apenas para efeito de informação, anotamos os seguintes :

Salmos   2.7 -  ( At 13.33 ; Hb 5.5 )
Salmos 4.4  - ( Ef 4.26 )
Salmos 22.1 - ( Mt 27.46 ; Mc 15.34 );
Salmo 40.6-8  ( Hb 10. 5-7 )

3. Para os crentes de hoje :  Os cristãos descobriram, ao longo dos séculos, que, no Livro dos Salmos, podem encontrar mensagens de conforto, de paz, de encorajamento, de segurança, de socorro, de amor, de salvação. Todas mui apropriadas para as mais diversas ocasiões da vida.
Dos 150 salmos, há aqueles cuja predilação é inegável. Não se pode negar que o Salmo 23 é um dos mais populares. De igual modo, podemos citar os de números 34 , 37, 40, 46, 91, 121, apreciados até mesmo por não-evangélicas.

CONCLUSÃO 
Os Salmos são execelente recurso para oração. Muitas vezes, sem o percebemos, passamos a nos dirigir a DEUS em orações rotineiras e repetitivas. Fazendo uso dos salmos, aplicando-os ás nossas necessidades, podemos orar de modo significativo, sob a unção do ESPÍRITO SANTO que, em última instância, é o inspirador e autor-maior dos Salmos.

Fonte : Lição da EBD ( 1997 ) - Salmos , A Lira de Israel na devoção do homem moderno

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Joel, O Profeta do Pentecoste






" Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça. "
1 João 1:9

VERDADE PRÁTICA : O derramamento do ESPÍRITO SANTO é uma consequência natural de uma conversão verdadeira e plena ao Senhor.

LEITURA DIÁRIA 

Assolação e Lamento - Jl 1.4-13

O Anuncio do Juízo - Jl 2.1-11

Convite ao arrependimento - Jl 2.12

Promessas de Abundância de víveres - Jl 2.18-27

Promessas do derramento do ESPÍRITO - Jl 2.28

Promessa de restauração de Israel - Jl 3.16-21

TEXTO BÍBLICO BÁSICO 

" E há de ser que, depois derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões.
E também sobre os servos e sobre as servas naqueles dias derramarei o meu Espírito.
E mostrarei prodígios no céu, e na terra, sangue e fogo, e colunas de fumaça.
O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor.
E há de ser que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo; porque no monte Sião e em Jerusalém haverá livramento, assim como disse o Senhor, e entre os sobreviventes, aqueles que o Senhor chamar."

Joel 2:28-32



COMENTARIO

INTRODUÇÃO

   A presente lição enfoca um dos mais interessantes profetas hebreus : Joel, cujo nome significa : "Jeová é DEUS". Por que dissemos que ele é um dos mais interessantes profetas hebreus ? Porque Joel preconizou o derramamento do ESPÍRITO SANTO sobre toda a carne, isto é, sobre todos. Esta profecia teve o seu parcial cumprimento no Dia de Pentecoste ( At . 2.1-33 ).

1. A PRAGA DOS GAFANHOTOS E O DIA DO SENHOR 

A Bíblia fala dos gafanhotos, em diversas passagens, como elemento destruidor, e que foi uma da dez pragas derramadas sobre o Egito ( Ex 10.4-6 ), enquanto Faraó permanecia oprimindo os hebreus. Os gafanhotos, em sua missão devastadora, formam grandes nuvens que ofuscam a luz do sol e devoram toda a vegetação que encontram, deixando no seu rastro a fome e a morte entre humanos e animais. Semelhante praga é usada, aqui, como tipo de um juízo mais terrível contra os ímpios, no dia do Senhor.

1. A devastação pelos gafanhotos ( Jl 1.2-7 ): O termo hebraico mai usado aqui para descrever gafanhoto é arbeh, que significa o "destruidor". O profeta no (v.4) apresenta quatro diferentes espécies  ou estágios, na sua metamorfose. A praga das lacustas contra Israel foi fato real, e acontecimentos semelhantes eram comuns, ocasionados pelos enxame de milhões de gafanhotos que emigravam da Arábia para a Palestina, levados pelo vento do deserto. A destruição foi tão grande que o profeta chama a atenção dos anciões (v.2) os quais pela vivência dos anos podem recorrer á memória e responder-lhe ( Dt 32.7 ; Jó 32.7 ) Embora a resposta esteja implícita, ele concita os anciãos e admoestarem o povo sobre a severidade do castigo, incitando-o a temer a DEUS ( Sl 76.6-8; Ex 13.8 Js 4.7 ) .

2. Invasão como um tipo ( 1.8-12 )  A Profecia discerne a invasão das lacustas como tipo de iminente invasão assíria que destruíria o Reino de Israel. A praga é um prenúncio da devastação que sofreriam por esses inimigos. Joel, numa antevisão, fala de um juízo vindouro mais terrível nos últimos dias, sobre toda a terra ( Ap 9.1-11 ). As consequências da devastação foram tão desastrosas que é comparada a condição de uma virgem que enviúva antes de coabitar com seu marido. A situação dos lavradores e vinhateiros é lamentável. A locusta devorou tudo, o campo secou. Os sacerdotes ficaram entristecidos, porque as ofertas de manjares e os sacrifícios diários não poderiam ser oferecidos ao SENHOR, pois tudo foi consumido pela praga. A situação era desesperadora! Não obstante, tudo isso fora apenas o aviso de uma assolação mais terrível que virá no dia do SENHOR, para aqueles que não se converterem ao SENHOR.

3. O Clamor dos Sacerdotes ( 1.13-20 )  Os sacerdotes estão tristes (v.9), pois, sem colheita, nada têm para oferecer a Jeová a quem ministram. Nesse clima e total depressão e lamentações, ouve-se o clamor do profeta convocando-os para uma reunião solene na casa do SENHOR, com santificação e jejum. Joel conclama a todos para supliquem a misericórdia divina, afim de que o SENHOR  faça cessar tão nefasta praga ( 1 Sm 7.5-6 ; 2 Cro 20.3-13 ). Que exemplo a ser imitado por todos os líderes, pastores e obreiros de um modo geral; principalmente os que ensinam a Palavra de DEUS na EBD. Nossa responsabilidade é levar os nossos liderados a uma vida de santificação e adoração ao SENHOR na beleza da sua santidade. Infelizmente, algumas vezes, deparamo-nos com o povo sendo convocado para reuniões onde não existe adoração genuína ao SENHOR.

4. O Dia do SENHOR ( 2.1-11). O Livro de Joel, com 3 capítulos e 73 versículos, tem atraído a atenção dos estudiosos pela beleza poética que a sua mensagem apresenta, ao ilustrar com o fenômeno natural dos gafanhotos os fatos sobrenaturais do Dia do SENHOR, tornando-se assim um importantíssimo precursor da literatura apocalíptica. " Tocai a buzina ...." ( v.21 ), ou " Trombeta " Trata-se de um instrumento musical mencionado com frequência no A.T, utilizado para indicar os acontecimentos religiosos ou milagres e para reunir o povo ( Nm 10.1-10 ). De acordo com as instruções divinas, somente os sacerdotes podiam executá-las.
No N.T a trombeta aparece relacionada á segunda vinda de CRISTO ( Mt 24.31 ; 1 Co 15.52 ; 1 Ts 4.16 ), e com a série de sete acontecimentos escatológicos ( Ap 8.2-13 ; 9.1,13 ; 11.15 ). A ordem dada para tocar a trombeta significa uma advertência de perigo iminente ( Am 3.6 ; Ez 33.3-6 ).

È chegado o momento de despertar do indiferentismo. O quadro apresentado de nuvens e de trevas espessas ( v.2 ), que interceptam os raios do Sol, e com mais detalhes apresentados nos  v. 3 - 11, finaliza com a pergunta : " Quem poderá sofrer ou suportar o Dia do Senhor ?" Ao chegar o Dia do Senhor, Ele virá com um exército superior aos dos gafanhotos, pois as Escrituras chamam-no " O Senhor dos Exércitos " , trazendo castigo muitas vezes maior. Quem poderá resistir ? Ninguém! Somente os que se refugiaram em CRISTO  não sofrerão os males desse terrível dia.

2. A CHAMADA DO POVO ARREPENDIMENTO 

O Profeta revela a misericóridia de DEUS, e convida o povo a entrar pelo caminho do arrependimento , a fim de escaparem do juízo divino ( 2 Pe 3.9 ).

1. Apelo ao arrependimento ( 2.12-14 ) :  È DEUS quem faz o convite ao homem para o arrependimento . E quando este aceita o convite, sempre recebe o perdão divino. O Grande Evangelista Carlos Finney do século passado assim definiu o arrependimento: " Mudança de atitude e a mudança da vontade, envolvendo tristeza, segundo DEUS, e a forte resolução de nunca mais praticar aquilo que antes praticava". Só através do arrependimento e da fé no Senhor JESUS CRISTO, mediante a graças de DEUS, a pessoa se salva. O verdadeiro arrependiimento é produzido por DEUS ( At 5.31 ). Eis o apelo do profeta: "Rasgai o vosso coração ..." O Arrependimento sincero começa no interior  e torna-se conhecido através do exterior quando o pecado é abandonado.

2. O Proposito do Arrependimento ( 2.15-17 ) :  Uma nova ordem é dada pelo : " Tocai a buzina ..." , cuja finalidade seria de reunir toda a nação. Ninguém seria dispensado ( 2 Cr 20.13), nem mesmos os noivos que estavam isentos dos deveres públicos pelo período de um ano ( Dt 24.5 ). Assim como o pecado atingiu a todos, o profeta exige que todos se arrependam para novamente desfrutarem das bênçãos de DEUS ( Rm 2.4 ) O Não cumprimento da ordem do profeta levaria a nação a permanecer sobre a praga dos gafanhotos, que  devastariam toda a lavoura , deixando o povo na fome  e na miséria toral. Os povos pagãos zombariam do DEUS vivo,  e numa atitude de desprezo perguntariam: "Onde está o seu DEUS " ( Sl 79.10 ; 115.2-3 ). 

3. Promessas de Libertação (2. 18-19 ) :  Como resultado de arrependimento a nação seria perdoada ( At 5.31 ); seria salva da destruição dos gafanhotos ( At 17.30-31 ); teria uma nova vida ( 2 Co 5.17 ), e viveria alegre, uma vez que a misericórdia divina viria sobre toda a nação. Nessas condições, DEUS promete ao povo alivio imediato de suas tribulações . Homens e Mulheres arrependidos se constituem na materia prima de que se serve ao ESPIRITO DE DEUS,  para transforma-lo em poderosos instrumentos em sua obra.

3. A ESPERANÇA DE BÊNÇÃOS FUTURAS 

Tendo o povo reagido de uma maneira favorável ao apelo do profeta, alcançou  o perdão divino. Assim, a esperança em DEUS, que é fiel, retorna ao coração do povo e suas forças são renovadas ( Is 40.31 ). Prezado leitor, se tua esperança está sendo abalada, renova-a, pois a esperança do crente fiel jamais será decepicionada  ( Pv 14.32b ;  Jr 17.7 ; Sl 146.5 ). Glória a DEUS !

1. Destruição do exército Norte ( 2.20 ) : O exercito de ganfanhotos será removido , pelo vento, para o Mar Vermelho e o Mediterrâneo. Os insetos serão mortos, ocasionando um mau cheiro insuportavél.

Por ocasião da Grande Tribulação, Israel será atacado pelos exércitos do AntiCristo, tipificados pelo gafanhotos. Então virá em seu socorro o Senhor JESUS CRISTO, que tratá vitória para sempre ao seu povo. Nesta ocasião, o remanescente de Israel irá aclamá-lo e recebê-lo  como o seu Messias.  Israel não será consumido  como desejam os seus inimigos. Do Senhor virá a vitória ( Sl 18.50 ; 1 Co 15.57 ).

2. Renovo Espiritual e Bênçoes Materiais ( 2.21-27 ) :  Neste versículos, o profeta  faz uma convocação diferente das anteriores. Exorta o povo a lançar fora o termor, e a regozijar-se em DEUS, pois toda vegetação será renovada e o gado salvo, e será abundante a colheita, porque do céu receberão chuvas para fertilidade  da terra e para amadurecimento dos frutos. Que confiança ! Agradecem pelas bênçãos materiais que são importantes, mas de maior significado, sem dúvida, são espirituais, pois todos abandonaram os deuses que no passado  os seduziram e nada fizeram em seu favor, só lhes aumentando o fardo de derrotas. Israel agora invoca e cultua a Jeová ( Mq 5.4 ; Is 45.5-6,18).

3. A Vinda do Espirito Santo ( 2.28-32 ) :  Vários profetas foram usados por DEUS para predizerem detalhes do nascimento, da vida, do ministério, do sofrimento, da morte e da ressurreição do SENHOR, do seu retorno e futuro reino. Mas ao profeta Joel foi dado o privilégio de profetizar que DEUS derramaria o Seu ESPIRITO sobre toda a carne. E no pentecoste teve ínicio uma nova dispensação neste mundo: a inauguração da Igreja de CRISTO e a presença real do ESPÍRITO SANTO com os crentes, numa atividade permanente, diferente das dispensações anteriores, quando o Espírito ministrava usando apenas umas poucas pessoas. Hoje, Ele está com a Igreja. Nas suas múltiplas atividades no crente, mencionaremos apenas algumas, por ser limitado o nosso espaço.

O Espírito nos ajuda em nossas fraquezas  - Rm 8.26

O Espírito guia em toda a verdade  - Jo 16.13

O Espírito Unge o Crente  - 1 Jo 2.20 

O Espírito Livra da lei do pecado   - Rm 8.2 

O Espirito Sela o Crente - Ef 4.30 

O Espirito reparte esperança - Rm 15.13 

O Espirito encoraja o crente   -  At 4.31 

4. O Batismo com o ESPÍRITO SANTO ( 2.28 ; At 1.5 ) :  Entre as preciosas experiências da vida cristã, o batismo com o ESPÍRITO SANTO é sem dúvida a  mais importante. Ele foi prometido, inicialmente, 1.000 anos a.C, através de Salomão ( Pv 1.23 ) Aproximadamente 3 séculos mais tarde, Isaías e o profeta Joel voltaram a enfatizar a mesma mensagem profetica. O último profeta a reiterar tão maravilhosa promessa foi João Batista, o precursor de CRISTO ( Mt 3.11 ).

4. CONCLUSÃO 
Estamos em plena década da colheita e os ventos do ESPÍRITO SANTO estão soprando sobre a Noiva do Cordeiro, com a finalidade de mantê-la despertada para o auspicioso momento do arrebatamento. O maior desafio que a Igreja enfrenta, hoje, traduz-se em uma pergunta: como conservar a plenitude do ESPÍRITO SANTO, e o poder que dela resulta, em dias tão dificeis, como os que estamos vivendo ?

Buscando uma constante renovação  - At 4.31
O Sopro renovador do ESPÍRITO permiti-nos viver sempre renovados, como disse o profeta Jeremias ( Lm 5.21 )

Mantendo os padrões de santidade  - 1 Pe 1.7-8

Cultivando uma vida de Oração  - Tg 5.17 

- Desejo que esse texto aqui escrito seja pra o amigo de leitor de grande valia tanto para o Conhecimento e pra o lado Espiritual pra nossas vidas pois muito que Precisamos.
Paz do Senhor ! - Mizaquiel J. A -

Fonte : Lições Biblicas Maturidade Cristã de 1993 ( Comentarista : Adilson Faria Soares )

terça-feira, 16 de junho de 2015

A Fidelidade, conforme Provérbios de Salomão





"Provérbios" apresenta a fidelidade como jóia de uso de diário, precioso colar.
   " Não te desamparem a benignidade e a fidelidade; ata-as ao teu pescoço; escreve-as na tábua do teu coração." ( Provérbios 3:3 ). È uma virtude de que se dá testemunho público, que se pratica aos olhos de todos, para ser vista e conhecida por todos.
    È grande ventura ser considerado pessoa que não falha, com quem se pode contar. Como nos arrependemos de não ter cumprido nossas! Como a memória nos acusa de termos estado ausentes, quando a presença era um dever !
         "Não pude chegar na hora"  - eis uma alegação muito repetida. Entretanto, quem a repete tem o hábito de atrasar-se e tomar o último trem ou o último ônibus. O Resultado é que uma vez por outra falta á congregação. È notavél como as pessoas que moram mais perto são geralmente as últimas a chegar. Justamente porque os que moram longe tomam as providências para comparecerem á hora. Falta de pontualidade é falta de fidelidade.
     Declaramos-nos servos do Senhor, prontos a obedecer-lhe. Examinemo-nos á luz dessa declaração ! - Podem os outros contar conosco seriamente ? não faltemos nunca aos compromissos tomados? Se faltamos, somos servos infiéis, porque o modo de provar a nossa fidelidade ao Senhor é sermos exatos e cumpridores de dever para com os nossos semelhantes.

"Não declines nem para a direita nem para a esquerda; retira o teu pé do mal." ( Provérbios 4:27 ).
A fidelidade nos conserva no caminho reto, evita os desvios para um lado ou para o outro. Nem violência nem moleza, nem frenesi nem preguiça. Todo excesso é um mal. Para conservar na vida o passo igual e a marcha segura, precisarmos, primeiro, dominar os impulsos e, depois, submeter á críticar todos os nossos atos.
      Sucede, entretanto, que nem sempre alcançarmos tal domínio ou conseguimos ver claro. Então o Senhor nos fala pela boca de um amigo que nos adverte. Devemos, pois, aceitar como um bem a repreensão que visa corrigir os nossos excessos ou desvios. "Não repreendas o escarnecedor, para que não te odeie; repreende o sábio, e ele te amará." Provérbios 9:8 ).


" O que prega a maldade cai no mal, mas o embaixador fiel é saúde." ( Provérbios 13:17 ), isto é, aquele que cumpre exatamente a missão recebida produz benefícios. Não é facil desempenhar-se de uma incumbência, levando-a até o fim, com o mesmo espírito com que a aceitamos. Ser embaixador fiel é uma das honras que DEUS reserva para os retos de coração. O entusiasmo passageiro pode induzir-nos a tomar tarefas para cujo desempenho se requer mais que o desejo de servir; são necessárias aptidões que nos tornem eficientes.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

A Religião, conforme Provérbios de Salomão

       E, por fim, a religião, a reverência da criatura pelo Criador, o reconhecimento do poder supremo do Pai, a cujas leis devemos obedecer. O Sentimento religioso, inato no homem, deve ser esclarecido pelo estudo da Palavra Divina e pela meditação, para torna-se fundamento inabalável da vida, e inspiração constante.
   
    Muitos fazem da religião negócio. Vão á igreja para obterem proteção que os livre do sofrimento. Na sua concepção, DEUS é grão-senhor a quem se adula, para conseguir graças. Toma lá, dá cá.
    Desse parecer, encontrei uma pobre senhora, sozinha, que perdera o marido e a filha moça. " Ah! - dizia ela com a olhar sombrio - "depois que fiquei viúva e minha filha morreu, nunca mais entrei numa igreja. De que me valeu tanta oração ?" .
       
    Esse ânimo de troca e lucro as coisas espirituais impede-nos de compreender o amor desinteressado ao seu Criador. E, apesar de repetirem ou haverem repetido centenas de vezes o Pai-nosso, nunca perceberam o sentido do "seja feita a tua vontade, assim na terra como no Céu".

     Outros colocam-se no extremo oposto, entendendo que a religião é apenas bálsamo, lenitivo, consolo para as lutas e decepções da vida. Recorrem á prece nas horas de desalento, quando e só então, se refugiam em DEUS. Na alegria, nem se lembram dele. Para esses distraído do Céu, a religião, por ser de valor inestimável, está fora de circulação e o seu uso é restrito a casos excepcionais. Semelhante idéia é contrária á Palavra de DEUS.
    O verdadeiro espírito religioso, de que "Provérbios" está impregnado, pondo o homem em comunhão permanente com o Criador, orienta-lhe os passos e o anima, a todos os momentos, como norma viva de ação "O teu coração não inveje os pecadores; antes permanece no temor do Senhor todo dia."  ( Provérbios 23:17 ).

   "Torre forte é o nome do Senhor; a ela correrá o justo, e estará em alto refúgio." ( Provérbios 18:10 ). O Conhecimento de DEUS confere ao homem extraordinária estabilidade. A certeza de que temos um protetor onipotente, um amigo cuja ciência não tem limites e, em toda a sua majestade, está ao alcance do nosso coração, constitui uma fortaleza moral inviolável á qual nos recolhemos e onde nenhum golpe nos pode atingir intimamente.
        
"O sacrifício dos ímpios é abominável ao Senhor, mas a oração dos retos é o seu contentamento."  ( Provérbios 15:8 ),  isto é, as oferendas, as contribuições dos maus, visando ás boas graças do Alto, não são aceitas pelo SENHOR. O que lhe agrada são os sentimentos puros, traduzidos em atos.
   As obras ditas de beneficência, as dádivas em dinheiro ou favores, valem segundo o amor que os inspira. As meras exterioridades, de que o coração não participa, são execráveis aos olhos do SENHOR. O que lhe agrada são os sentimentos puros, traduzidos em atos.

       As obras ditas de beneficência, as dádivas em dinheiro ou favores, valem segundo o amor que os inspira. As meras exterioridades, de que o coração não participa, são execráveis aos olhos do SENHOR. È vão todo o bem que se faz aos  outros por Amor  de nós, para benefício nosso, com o secreto fito de conseguir colocação no Céu. Só nos dá galardão o bem que se faz por amor do próximo.

  Por isso escreveu Paulo : "E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria"   ( 1 Coríntios 13:3 ).

O respeito ao superior manifesta-se, antes de tudo, pela obediência. Se, num quartel, o inferior se insurge contra as ordens recebidas, quebrando a disciplina e, depois, vai oferecer um presente ao comandante, todos percebem que ele pretende suborná-lo, para esquivar-se á pena merecida. Pode o comandante aceitar tal presente, que equivale a uma injúria ? - De certo que não. Igualmente, não adianta querer agradar a DEUS com oferendas e orações, enquanto a nossa vida estiver em desacordo com os seus mandamentos. Na parábola dos dois filhos ( Mt 21.28), fez a vontade do pai aquele que foi trabalhar na vinha, embora tivesse dito que não iria; não aquele promete ir e não foi.


"Porque o reino de Deus não consiste em palavras, mas em poder."
1 Coríntios 4:20

"Honra ao Senhor com os teus bens, e com a primeira parte de todos os teus ganhos; E se encherão os teus celeiros, e transbordarão de vinho os teus lagares." ( Provérbios 3:9,10 ).

  Repartir com os necessitados os nossos ganhos é obrigação nossa, dos crentes. Cumprindo-a, estaremos reconhecendo, pela sistemática obediência, a autoridade divina.
  Esta é a obrigação do dízimo, tão indiscutível, que até o fariseu se orgulhava de estar em dia com ela (Lc 18.12 ). Separe-se mensalmente a décima parte de todos os valores de nossa propriedade, que nos vêm ás mãos, salário ou rendimentos, a fim de fazer o que manda a Palavra de DEUS em Malaquias

"Trazei todos os dízimos à casa do tesouro[ á igreja ] , para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes."

Malaquias 3:10

Esse hábito, longe de desfalcar os nossos haveres, restaura o equilíbrio das finanças e atrai bênçãos.
Alguns crentes acham excessivo começar pelo dízimo. Prefeririam taxa mais módica ... Veja bem ! por ele não começarmos, talvez terminaremos nem sequer o dízimo dando !

 Não quer isto dizer que devamos distribuir só e apenas o dízimo. Este é o limite mínimo da nossa liberalidade. Para o cristão, é inadmissível dar menos. Os recursos que tiver e o amor de CRISTO lhe marcarão quanto deve repartir. Não somos mais que mordomos ou despenseiros dos bens que a providência nos favorece. Simples guardas e distribuidores deles, havemos de entregá-los de acordo com as ordens do Senhor á igreja a que pertencemos.

"A bênção do Senhor é que enriquece; e não traz consigo dores."
Provérbios 10:22

Os valores materiais, moeda, crédito ou mercadoria, postos a serviço de DEUS, como instrumento do bem, multiplicam-se a revertem em prosperidade. E não somente eles, mas todos os outros bens, a saúde, os dotes físicos, a inteligência, a cultura, o conceito social, se valorizam ou depreciam, segundo os colocamos, ou não, sob o controle do SENHOR. A sua bênção enriquece.

 O mal-estar, a depressão interior, têm origem no pecado. Sempre que subtraímos ao olhar do SENHOR algum recanto da nossa alma, sempre que alguma coisa lhe escondemos, e nesse desvão não penetra a luz divina, um desconsolo, nos invade. - Que tristeza é essa, de onde vem, que  não sabemos ? Basta um exame de consciência. Lá encontraremos, envergonhado, o ato mau, a palavra dura, o sentimento mesquinho.
      Lança-te aos pés do Pai e confessa-te; dele virá a força para a purificação. " A benção do Senhor não acrescenta dores".

"Para o entendido, o caminho da vida leva para cima, para que se desvie do inferno em baixo."

( Provérbios 15:24 ).

Para cima, até, o Alto. Tão simples. O velho doutor Chalmers estava, como dizem os homens, moribundo. Tinha percorrido este caminho durante longos anos, chegando cada vez mais perto do SENHOR. Nos últimos momentos já não podia falar, mas, ouvindo com atenção a passagem da Bíblia que relata o passamento  de Elias e o carro de fogo que o arrebatou, er-gueu-se  num supremo esforço e disse em voz alta: "siga!" E o carro de DEUS e os seus cavalos levaram-no - sempre na mesma direção, para cima !

A religião conduz para cima, se for a da Palavra de DEUS.

"Confia ao Senhor as tuas obras, e teus pensamentos serão estabelecidos." ( Provérbios 16:3 ).
Confiantes no auxílio do SENHOR para os nossos trabalhos e empreendimentos, serão estes "feitos em DEUS." E assim não conheceremos hesitações nem dúvidas ao realizá-los. A segurança da proteção divina penetra os nossos pensamentos, consolida-os e fortalece.


"O Alma do homem é a lâmpada do Senhor, que esquadrinha todo o interior até o mais íntimo do ventre." ( Provérbios 20:27 ).  È em nossa alma que a luz do SENHOR se reflete. Se por ela estiver iluminada ( Cl 1.27 ), ficaremos tão claros que os outros enxergarão CRISTO dentro nós. Transparentes, poderemos iluminar os que nos rodeiam. É a luz dentro da lanterna, e não a lanterna que ilumina.

O Livro de Provérbios nos encaminha para contemplarmos a glória de DEUS refletida na face de JESUS CRISTO. E eterna como é, a luz divina para sempre nos guiará, até o dia em que o Sol da Justiça há de levantar-se e "a terra será cheia do conhecimento da glória do SENHOR como as águas cobrem o mar".

"Porque a terra se encherá do conhecimento da glória do Senhor, como as águas cobrem o mar." Habacuque 2:14

Fonte : O Livro Os Provérbios de Salomão - E.Percy Ellis CPAD ( Pag´s 70-74 )

Amigos , conforme Proverbios de Salomão

Há uma norma de conduta que devemos observar estritamente em relação aos amigos: nunca importuná-los com pedidos de dinheiro, emprego ou favores, nunca abusar da sua hospitalidade. Esses maus hábitos acabarão deixando o importuno sem amigos o interesse pessoal.
     A amizade exige precisamente o contrário: desinteresse, devotamento, lealdade. Aos amigos não se pede: serve-se.
     Se, com perseverança, os tivermos assim conquistado, eles correrão espontaneamente para acudir-nos no dia da nossa necessidade.

Como o ferro com ferro se aguça, assim o homem afia o rosto do seu amigo.
Provérbios 27:17

Quem não cultiva a amizade e vive no isolamento, vai aos poucos embotando a afetividade e a compreensão. O horizonte social e intelectual se lhe restringe na medida do próprio egoísmo.
   O filosofo Bacon disse: " A leitura faz um homem cheio; o escrever, um homem exato; a conversa, um homem pronto".
      O contato com os outros afina - para o bem ou para o mal -, dá polimento, agudeza e brilho, tal como a lâmina submetida á ação de outra lâmina.
   È dever do crente escolher bem os seus amigos, cultivá-los cuidadosamente, protegendo suas boas relações contra tudo que as possa manchar ou enfraquecer, e ampliar-lhes o círculo.
    Tudo isso são elementos essenciais no desenvolvimento do caráter do cristão. O homem a quem o riso faz mal e que se conserva calado com medo de dizer o que pensa, é moralmente um mutilado.
         Embora a solidão possa ser, momentaneamente, um bem, o instinto social do homem impele-o a procurar a amizade de seus semelhantes, fora da qual não realiza o seu destino na terra.
       Esta necessidade humana está formulada com muita poesia neste provérbio : "Como na água o rosto corresponde ao rosto, assim o coração do homem ao homem." Provérbios 27:19 
        "Não havendo sábios conselhos, o povo cai, mas na multidão de conselhos há segurança."
( Provérbios 11:14 )  A segurança dada pela maioria das opiniões concordes. Este versículo é esclarecido pelo seguinte : "Quando não há conselhos os planos se dispersam, mas havendo muitos conselheiros eles se firmam." ( Provérbios 15:22 ) 
   
     Quando temos de resolver uma questão ou tomar uma deliberação grave, é indispensável examinar os prós e os contras. Nem sempre os conhecemos, nem sempre podemos, entre vários caminhos, acertar com o verdadeiro. Mas se muitas opiniões convergem na mesma direção, é de presumir que o tenham encontrado. Pelo menos, nesse acordo de pensamento, haverá mais garantia que na opinião individual.

"Leais são as feridas feitas pelo amigo, mas os beijos do inimigo são enganosos." (Provérbios 27:6)
Não repreendas o escarnecedor, para que não te odeie; repreende o sábio, e ele te amará.

( Provérbios 9:8 ), isto é, o homem prudente estimará aquele que o repreende ou esclarece.
 
     A amizade impõe deveres. Primeiro, censurar brandamente o nosso amigo, mesmo quando isso nos for custoso. Segundo, receber de bom grado, sem se ofender, a censura. Mas, para repreender, nos termos da Palavra Divina, precisamos estar, nós mesmo, isentos do mal que arguimos a outrem. Isto explica, talvez, porque tantos silenciam, quando era obrigação advertir.

O homem perverso instiga a contenda, e o intrigante ( ou DIFAMADOR ) separa os maiores amigos.  ( Provérbios 16:28 )  Um dos cuidados para proteger a amizade é excluir o difamador ( ou intrigante ). Pelos simples fato de lhe prestarmos atenção, já estamos faltando á lealdade. E, se continuarmos a dar-lhe ouvidos, acabaremos acreditando nele e separando-nos do nosso amigos.


Fonte :  Livro Os Provérbios de Salomão ; Autor E.Percy Ellis  ( Pag´s :65-66 )

A ÚLTIMA




Chegou, porém, o dia dos ázimos, em que importava sacrificar a páscoa.
E mandou a Pedro e a João, dizendo: Ide, preparai-nos a páscoa, para que a comamos.
E eles lhe perguntaram: Onde queres que a preparemos?
E ele lhes disse: Eis que, quando entrardes na cidade, encontrareis um homem, levando um cântaro de água; segui-o até à casa em que ele entrar.
E direis ao pai de família da casa: O Mestre te diz: Onde está o aposento em que hei de comer a páscoa com os meus discípulos?
Então ele vos mostrará um grande cenáculo mobilado; aí fazei preparativos.
E, indo eles, acharam como lhes havia sido dito; e prepararam a páscoa.
E, chegada a hora, pôs-se à mesa, e com ele os doze apóstolos.
E disse-lhes: Desejei muito comer convosco esta páscoa, antes que padeça;
Porque vos digo que não a comerei mais até que ela se cumpra no reino de Deus.
E, tomando o cálice, e havendo dado graças, disse: Tomai-o, e reparti-o entre vós;
Porque vos digo que já não beberei do fruto da vide, até que venha o reino de Deus.
E, tomando o pão, e havendo dado graças, partiu-o, e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isto em memória de mim.
Semelhantemente, tomou o cálice, depois da ceia, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue, que é derramado por vós.
Mas eis que a mão do que me trai está comigo à mesa.
E, na verdade, o Filho do homem vai segundo o que está determinado; mas ai daquele homem por quem é traído!
Lucas 22:7-22


 INTRODUÇÃO 

Veremos nesta lição, qual a importância da “Ceia do Senhor” no passado, presente e futuro; estudaremos as bênçãos e a segurança para aqueles cumprem esta ordenança do Senhor; analisaremos ainda sua celebração com seus dois simbolos: o pão e vinho e, por fim, pontuaremos os conceitos teológicos sobre esta forma cúltica da Igreja.

 I – A IMPORTÂNCIA DA CEIA NO PASSADO, PRESENTE E FUTURO Além de celebrar a Páscoa, Jesus instituiu uma ordenança completamente nova: “A Ceia do Senhor” (ICo 11.23- 26). Ela serviria como um conjunto de símbolos que relembrassem aos discípulos o corpo e sangue dados por eles e para seu livramento, até que Jesus retomasse. Seria também um sinal da Nova Aliança que ele inauguraria com seu sangue (Mt 26.28; 1Co 11.24-26). A Ceia do Senhor em sua celebração pode ser caracterizada em três momentos distintos: passado, presente e futuro. Pontuemos:

1.1 Sua importância no passado. É um memorial da morte de Cristo no Calvário, para redimir os crentes do pecado e da condenação. Através de sua morte podemos obter a remissão de nossas falhas. É também um memorial, do grego “anamnesis”, pelos benefícios provenientes do sacrifício de Jesus Cristo; lembrando-nos da morte de Cristo no Calvário, para nos remir da condenação (1Co 11.24-26; Hb 8.7-13). “A Páscoa levou a nação de Israel a lembrar-se de sua redenção da servidão no Egito (Êx 12) na celebração da Ceia, as nossas mentes se voltam para o Calvário” (Lc 22.19).

1.2 Sua importância no presente (. A Santa Ceia expressa a nossa comunhão, do grego “koinonia”, com Cristo e, de nossa participação nos benefícios oriundos da sua morte sacrificial e ao mesmo tempo expressa a nossa comunhão com os demais membros do Corpo de Cristo (1Co 10.16,17).

1.3 Sua importância no futuro. É um antegozo do Reino futuro de Deus e do banquete messiânico escatológico, quando então, todos os crentes estarão presentes com o Senhor (Mt 8.11, 22.1-14; Mc 14.25; Lc 13.29, 22.17, 18.30), pois a Santa Ceia é um ato que antevê a volta iminente de Cristo para arrebatar a sua Igreja e, uma antecipação da alegria que teremos em participarmos com Cristo, na Ceia das Bodas (Ap 19.7-9; Mt 26.29). Cada celebração da Ceia do Senhor Jesus traz consigo um sentimendo de alegria com antecipação profética do banquete que virá (TOKUNBOH, 2013, p. 1277).

 II – AS BÊNÇÃOS E A SEGURANÇA PARA AQUELES QUE CELEBRAM A CEIA DO SENHOR

Quando a refeição pascal estava chegando ao fim (Mt 26.25; Lc 22.20), Jesus instituiu a ordenança que a Igreja chama de “Santa Ceia” , “Ceia do Senhor” (1Co 10.16; 1Co 11.20). Então, podemos assegurar que a Ceia nos propociona:

2.1 Nossa genuína comunhão com Jesus Cristo. Ao participarmos da Ceia estamos anunciando a nossa comunhão com Cristo. Afinal, ao participar dela é que nós demonstramos e provamos esta comunhão (Jo 6.53–58). Ao celebrarmos participamos da alegria, da vida, dos sofrimentos e da Glória de Jesus Cristo (2Co 1.3-7; 1Pe 4.12-14) (WIERSBE, 2013, p. 346).

2.2 Nossa participação nos benefícios provindos do Sacrifício de Jesus Cristo. Na participação do Corpo e do Sangue de Cristo, demonstramos (tanto internamente como externamente) que seriamente temos aceitado o Sacrifício de Cristo e, que pela fé, assim fazendo, estamos compartilhando de todos os benefícios oriundos daquEle Santo Sacrifício (Rm 3.24,25; 4.25; 5.6-21; 1 Cor 5.7; 10.16; Ef 1.5,7; 2.13; Cl 1.20; Hb 9-10; 1Pe 1.18-21; Ap 1.5).

2.3 Nossa comunhão com os demais membros do Corpo de Cristo. Primeiro é preciso termos comunhão com Cristo, a Cabeça do Corpo, mas também se faz necessário em ter comunhão como os demais membros do corpo de Cristo, a sua Igreja (At 2.42; Fp 1.22; Cl 1.18; 1Jo1.7) compartilhando dos mesmos benefícios eternos (Jo 17.21; At 20.34-38; Rm 12.5,10-20; 1Co 10.17; 12.12-27; Gl 3.28; Ef 4.13; 2Tm 2.3).

III – A CEIA DO SENHOR E SUA CELEBRAÇÃO  O crente comprometido com a Palavra, sabe que deve participar da Ceia do Senhor pois é uma ordenança biblica (Mt 26.26; Mc 14.22)
 trazendo a memória a morte do Senhor (Lc 22.19; 1Co 11.24,25)
confessando que, pelo sangue de Jesus, temos o perdão (Mt 26.28)
 tendo comunhão com Cristo e com os crentes (1Co 10.16,17)
 oferecendo gratidão e adoração (Ap 5.9,13,14)
para anunciar a volta do Senhor (1Co 11.26). 

Vejamos a importância desta celebração:

3.1 A ceia como um memorial. Lugar algum das Escrituras mencionam o pão e o vinho se tornando literalmente o corpo e o sangue do Senhor na hora em que o partilhamos. Pelo contrário, Jesus deixa claro o caráter simbólico do ato ao dizer: “fazei isto em memória de mim” (1Co 11.25). A ceia do Senhor é um momento de recordação do que ele fez por nós ao morrer na cruz para a remissão dos nossos pecados.
 3.2 A ceia como um ritual de aliança. Para os judeus, o pão e vinho faziam parte de um ritual de aliança de sangue (Gn 14.18). Ao contrair uma aliança deste nível, as duas partes estavam declarando que misturavam suas vidas e tudo o que era de um passava a ser de outro e vice-versa; por isso Jesus declarou na ceia que o cálice era a “aliança no seu sangue”, fazendo um ritual de aliança (1Co 6.17; Jo 6.53-56) (WIERSBE, 2013, p. 346 – acréscimo nosso).

3.3 A ceia como um ritual de comunhão. No tempo apostólico as ceias eram também chamadas de “ágapes” ou “festas de amor” (Jd 12), o que reflete parte de seu propósito. As ênfases na expressão “corpo” que encontramos no ensino bíblico da ceia, reflete esta visão de unidade e comunhão. A mesa é um lugar de comunhão em praticamente quase todas as culturas e épocas, e a mesa do Senhor não deixa de ter também esta característica (SANTOS, 2005, p. 15).

3.4 A ceia como um ritual de consequências espirituais. Participar da mesa do Senhor tem conseqüências espirituais; ou o cristão é abençoado ou é alvo do juízo (1Co 11.27-32). A Ceia do Senhor será sempre um momento de benção ou de maldição para os que dela participam (1Co 10.16). A Ceia traz bênçãos espirituais sobre aqueles que dela participam. A Bíblia não usa especificamente esta palavra, mas mostra que um castigo pode vir como um juízo de Deus para quem O desonra (1Co 11.27-32). Todavia, é preciso destacar que a obra redentora de Cristo também nos proporciona cura física, e na Ceia é um momento onde podemos provar a benção da saúde a da cura (Is 53.4,5).

IV - A CEIA E OS DOIS SIMBOLOS: O PÃO E VINHO
O Senhor instituiu uma nova e muito mais significativa ceia. Naquela noite da última ceia terminou a dispensação judaica e a graça vigorou. As palavras de Jesus em Lucas 22.16 indicam que não haveria mais Páscoas no calendário de Deus. A Páscoa comemorava o êxodo de Israel do Egito vários séculos antes, mas Jesus realizaria um “êxodo” ainda maior na cruz. Nisto vemos Jesus utilizando símbolos antigos para lhes dar um novo significado (TOKUNBOH, 2013, p. 344). Essa linguagem metafórica nos ensina o seguinte:
4.1 O significado do pão. O pão simboliza o corpo de Jesus, representando o sacrifício de Cristo por nós (Jo 3.35), e fala de seis verdades a saber:

(a) Encarnação de Cristo: “isto é o meu corpo...”(Mt 26.26; 1Co 11.24; Hb. 10.5; Rm. 8.3; Fp. 2.7,8)

(b) Sua devoção e seu sofrimento: “... que é partido...” (Ef. 5.2; Jo 10.18; Mt. 18.7)

(c) De sua substituição: “... por vós...” (Lc 22.19; Is 53.5; 1Pe 1.19)

(d) Seu convite: “Tomai, comei...”;

(e) Sua finalidade: “Fazei isto em memória de mim”

(f) de sua gloriosa esperança: “Até que Ele venha” (Jo 14.1-3).

O grão de trigo, do qual vem o pão, cai primeiro na terra e morre. Isto aconteceu com o Senhor (Jo 12.24). Comer o pão simboliza a participação nos benefícios trazidos pela morte de Cristo. O trigo é cortado, trilhado e moído; assim o nosso Senhor foi batido, açoitado, coroado com espinhos e morto (Is 53.4,5; Hb 2.9).

4.2 O significado do vinho. O vinho (era diluído com água e, portanto, não tinha efeito inebriante) simboliza o seu sangue derramado na Cruz do Calvário (Mt 26.27,28 ; 1Pe 1.18,19). A Nova Aliança instituída por Cristo é um pacto de sangue. O vinho lembra de sua vida oferecida por nós (Jo 10.18; Is 53.7,8). Lembra da Nova Aliança no sangue de Jesus (Lc 22.20). Também lembra-nos de que maneira recebemos esta nova vida (Jo 6.55,56).

O sangue de Jesus é o preço da nossa redenção (Ef 1.7; 1 Pe 1.18,19; Ap 5.9). 

É a base do perdão ( Lv 17.11; Hb 9.22).

É a nossa justificação (Rm 5.9; 5.1; 4.5; Cl. 2.12). 

É a nossa paz (Cl 1.20; Rm 5.1).

É a nossa purificação (1Jo 1.7; Ap 1.5; Hb 9.14) 

 V – A CEIA DO SENHOR E OS CONCEITOS TEOLÓGICOS

Os teólogos apontam três pontos de vista a respeito do que Paulo disse em (1Co 11.24). Vejamos detalhadamente estes conceitos:

Transubstanciação. É o conceito de que na ministração da Santa Ceia o pão e o vinho após a oração é transformado literalmente no próprio corpo e sangue de Jesus. Este conceito foi adotado pelos católicos em 1215 d.C. e depois reafirmado no Concilio de Trento em 1551 d.C.

Consubstanciação. Este outro conceito ensinado por Martinho Lutero mostra que: Cristo se une as substâncias do pão e do vinho, numa simbologia, porém os elementos do pão e do vinho estão presentes espiritualmente. Para este pensamento os elementos permanecem imutáveis.

Sacramentação. É um juramento ou um ato de purificação da alma. Porém quem pode nos purificar é o sangue de Jesus. (I Jo 1.6-7). É considerado rito religioso.

Ordenação. Esse termo na língua grega tem o significado de regulamento ou uma ordem, forma de ordenar algo por alguém (Ef 2.15). Nós adotamos este conceito. É um rito simbólico que põe em destaque as verdades centrais da fé cristã, e que é obrigação universal e pessoal. O batismo e a Ceia do Senhor são ritos que se tornaram ordenanças por ordem especifica de Cristo.

CONCLUSÃO

A Santa Ceia do Senhor é um memorial instituído por Jesus para os seus discípulos, levando-nos a reflexão de nossas vidas, em uma dimensão espiritual do passado, no presente ligando assim ao futuro na sua vinda. Devemos nos apresentar diante do altar com um sentimento de reverência, respeito e compromisso com o Senhor Jesus que nos resgatou do pecado, garantindo assim a vida eterna.


Fonte : www.rbc1.com.br  - Lições Biblicas 


quinta-feira, 11 de junho de 2015

O Pecado Imperdoável





Qualquer, porém, que blasfemar contra o Espírito Santo, nunca obterá perdão, mas será réu do eterno juízo

Marcos 3:29

A Solene advertência de JESUS a respeito de um pecado que não será perdoado, nem neste mundo nem no vindouro, é registrada pelos 3 Evangelhos Sínoticos ( Mt 12.31-32 ; Mc 3. 28-30 ; Lc 12.10 ).Especificamente, esse pecado é a "blasfêmia contra o ESPÍRITO SANTO". Essa blasfêmia é um ato consumado pela palavra, entendida como uma expressão dos pensamentos do coração ( Mt 12.33-37 ; Rm 10.9-10 ). No contexto específico, os opositores de JESUS estavam dizendo que o Poder que estava operando boas obras entre eles não era DEUS, mas diabo. JESUS faz distinção entre essa blasfêmia e entre outros pecados, tanto pecados da língua como outros pecados em geral. Como a Bíblia ensina, DEUS perdoou pecados de incestos, assassinatos, mentira e, mesmo, os pecados de Paulo como perseguidor da Igreja, pecados que Paulo cometeu quando respirava "ameaças e morte contra os discípulos de Senhor" ( At 9.1 ).
     
        O que torna diferente dos outros pecados imperdoável é a sua relação com o ESPÍRITO SANTO. A Obra do ESPÍRITO SANTO é iluminar  a mente dos pecadores ( Ef 1.17-18 ), revelar e ensinar o evangelho ( Jo 14.26 ), persuadir as almas a arrepender-se e a crer na verdade ( At 7.51 ). O ESPÍRITO SANTO não só explica a Palavra de DEUS, mas também abre a mente do modo que ela possa ser entendida ( 2 Co 3.16-17 ). Quando a influência do ESPÍRITO SANTO é deliberada e conscientemente recusada, em oposição á luz, então o pecado irreversível pode ser cometido como um ato voluntário  e deliberado de malícia. Em resposta a essa atitude, há um endurecimento do coração, vindo da parte de DEUS, que impede o arrependimento e a fé Hb 3.12-13 vejamos :

"Vede, irmãos, que nunca haja em qualquer de vós um coração mau e infiel, para se apartar do Deus vivo.Antes, exortai-vos uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama Hoje, para que nenhum de vós se endureça pelo engano do pecado;"


Nesse caso, DEUS permite que a decisão da vontade humana seja permanente. DEUS não faz isto levianamente e sem causa, mas em resposta a um ultraje cometido contra o seu amor.

Uma que quer se arrepender-se, isto é, que quer desfazer-se dos pecados que tenha cometido, não sofreu esse endurecimento e não cometeu o profundo ato de ódio que DEUS determinou não será perdoado.

Qualquer pessoa que nasceu de novo não cometerá esse pecado, porque o ESPÍRITO SANTO vive nela e DEUS não está dividido contra si mesmo 1 Jo 3.9 vejamos :

"Qualquer que é nascido de Deus não comete pecado; porque a sua semente permanece nele; e não pode pecar, porque é nascido de Deus."

Vejamos outros versículos que falam acerca deste pecado imperdoável :

"Porque é impossível que os que já uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se fizeram participantes do Espírito Santo, E provaram a boa palavra de Deus, e as virtudes do século futuro, E recaíram, sejam outra vez renovados para arrependimento; pois assim, quanto a eles, de novo crucificam o Filho de Deus, e o expõem ao vitupério."

Hebreus 6:4-6

"Porque, se pecarmos voluntariamente, depois de termos recebido o conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados,Mas uma certa expectação horrível de juízo, e ardor de fogo, que há de devorar os adversários. Quebrantando alguém a lei de Moisés, morre sem misericórdia, só pela palavra de duas ou três testemunhas.De quanto maior castigo cuidais vós será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de Deus, e tiver por profano o sangue da aliança com que foi santificado, e fizer agravo ao Espírito"

Hebreus 10:26-29


Se alguém vir pecar seu irmão, pecado que não é para morte, orará, e Deus dará a vida àqueles que não pecarem para morte. Há pecado para morte, e por esse não digo que ore.
Toda a iniqüidade é pecado, e há pecado que não é para morte.


1 João 5:16,17


Esses versículos mostram que a possibilidade de esse pecado ser cometido depende de ter havido iluminação e entendimento específicos da parte de DEUS e que isso não é matéria comum de todo dia. JESUS disse que todos os "pecados " e " blasfêmia " serão perdoados, exceto esse único pecado.


Fonte : Nota Teológica da Bíblia de Estudo de Genebra


quarta-feira, 10 de junho de 2015

CONGREGAÇÃO CRISTÃ NO BRASIL





" E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores, "

Efésios 4:11


VERDADE PRÁTICA

O Zelo pelas coisas de DEUS deve ser calibrado pelo bom senso e, acima de tudo, por uma perfeita compreensão das Sagradas Escrituras .


Pregar o evangelho é tarefas de todos os cristãs - Mc 16.15-16

O batismo é uma ordenança para cumprir toda a justiça -  Mt 3.13-15

Só JESUS é quem salva e não uma organização religiosa -  Jo 14.6

Cristianismo é a religião da liberdade no Espírito - Gl 5.1

Ofertas e dízimos não são esmolas - Mt 6.1-4 

Os obreiros de tempo integral devem ser reconhecidos pela Igreja -  1 Tm 5.17-18 



LEITURA 


Não temos nós direito de comer e beber?
Não temos nós direito de levar conosco uma esposa crente, como também os demais apóstolos, e os irmãos do Senhor, e Cefas?
Ou só eu e Barnabé não temos direito de deixar de trabalhar?
Quem jamais milita à sua própria custa? Quem planta a vinha e não come do seu fruto? Ou quem apascenta o gado e não se alimenta do leite do gado?
Digo eu isto segundo os homens? Ou não diz a lei também o mesmo?
Porque na lei de Moisés está escrito: Não atarás a boca ao boi que trilha o grão. Porventura tem Deus cuidado dos bois?
Ou não o diz certamente por nós? Certamente que por nós está escrito; porque o que lavra deve lavrar com esperança e o que debulha deve debulhar com esperança de ser participante.
Se nós vos semeamos as coisas espirituais, será muito que de vós recolhamos as carnais?
Se outros participam deste poder sobre vós, por que não, e mais justamente, nós? Mas nós não usamos deste direito; antes suportamos tudo, para não pormos impedimento algum ao evangelho de Cristo.
Não sabeis vós que os que administram o que é sagrado comem do que é do templo? E que os que de contínuo estão junto ao altar, participam do altar?
Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho.

1 Coríntios 9:4-14



INTRODUÇÃO

Há os que afirmam que Congregação Cristã no Brasil ( CCB ) é uma seita; outros, pelo contrario: recusam-se admitir tal coisa: descrevem-na como um movimento infelicitado por alguns desvios doutrinários de caráter secundário.

1. HISTÓRICO 

1.Origem de Francescon :  Louis Francescon nasceu na Comarca de Udine, Itália, em 29 de março de 1866. Converteu-se em 1891, aos 25 anos de idade, quando já morava em Chicago, EUA. No Ano seguinte, na mesma cidade, foi criada a Igreja Presbiteriana Italiana, pastoreada por Filipo Grilli. Nesta Igreja, Francescon foi eleito diácono, e ,depois de alguns anos, ancião.
     Em 1907, Francescon passou a frequentar a Missão Americana, reconhecendo como irmão, amigo e homem de DEUS, o pastor W.H. Durhan, pregador pentecostal, de quem Francescon se inteirou sobre a doutrina do batismo no Espírito Santo. Francescon pastoreava um rebanho de crentes pentecostais na colônia italiana de Chicago. Como o trabalho crescesse, deixou suas atividades materiais para dedicar-se integralmente ao ministério cristão.

2.Chegada ao Brasil : Em 8 de março de 1910. Francescon e G. Lombardi partiram de Buenos Aires rumo á cidade de São Paulo, onde, no bairro do Brás, começaram a pregar o Evangelho, vindo a fundar a Igreja Pentecostal Italiana - primeiro nome da Congregação Cristã no Brasil. Suas atividades estavam concentradas na colônia italiana. Depois, Francescon foi para o Panamá, deixando a igreja nas mãos de homens inexperientes.

2. DOUTRINA DA SALVAÇÃO 

1. Sectarismo :  A maioria  de seus adeptos afirma que a salvação só é possível na sua igreja. Eles chamam os evangélicos de outras denominações de " seitários ". Não reconhecem o batismo efetuado por ministros do Evangelho de outros denominações, mesmo que seja por imersão e em nome do Pai, e do Filho e do ESPÍRITO SANTO ( Mt 28.19 ). 
       A despeito desse perigoso sectarismo, devemos levar em conta o que diz a Bíblia. A Palavra de DEUS garante que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo ( Jl 2.32 ; Rm 10.13 ). A salvação, portanto, está em JESUS ( Jo 14.6 ; At 4.12 ) e não organizações religiosas.

2. Batismo em nome de JESUS : Segundo os adeptos da CCB, o batismo só é valido se efetuado só no nome de JESUS. Diferente das Palavras do Próprio JESUS em Mt 28.19

 Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;

Essa Seita provocou muitas divisões nas igrejas evangélicas. Ela mesma depois se dividiu  em várias, dentre elas a Igreja Pentecostal Unida do Brasil.

3. Batismo não salva : Eles usam a passagem de At 2.38 para justificar a doutrina medieval de que as águas do batismo têm propriedades miraculosas para purificar pecados. O Apóstolo Paulo delimitou com muita propriedade o batismo do Evangelho ( 1 Co 1.14-17 ); ele era contra a forma externa bem típica do judaísmo. A salvação é pela graça ( Ef 2.8-9 ). Ou seja : é um ato da graça de DEUS ( Tt 2.11 ). A regeneração é obra do ESPIRITO SANTO ( Tt 3.5 ), enquanto que o batismo em água é o sinal de arrependimento.

3. ESTRUTURA ORGANIZACIONAL 

1. Perfil : Tendo em vista a sua estrutura, em algumas regiões do Brasil a CCB acha-se completamente estagnada. Eles não têm motivação para ampliar o seu crescimento porque são predestinacionalistas -  herança Igreja Presbiteriana.
         Para eles, a Bíblia não tem a devida relevância. A vida dos adeptos da CCB é norteada pelo " iluminismo " e não pela Palavra de DEUS. Vão ao culto para " buscar a palavra ", e não para aprender no templo ( Sl 27.4 ) Suas bases teológicas são bastantes precárias.

2. Cargos :  A analise dos aspirantes ao ministério concentra-se principalmente no parentesco e no patriarcalismo.  Estes são os cargos principais : Ancião, diácono e cooperador. A CCB é contra o cargo de Pastor, embora Francescon mantivesse comunhão com os demais Pastores, tendo-os em alta estima. Afinal, Pastores e Evangelistas são dons ministeriais ( Ef 4.11 ) designados para a liderança do rebanho de DEUS.

3. Recursos financeiros : Criticam os dízimos , mas acabaram por estabelecer o próprio sistema de levantamento de recursos para manutenção de suas atividades. Quanto ao dizimo, é uma maneira de o crente reconhecer a soberania de DEUS; é um ensinamento que aparece em toda Biblia ( Gn 14.20 ; Ml 3.10 ; Mt 23.23 ; Hb 7.5 ).

4. Manutenção dos obreiros ( 1 Co 9.4-14 ) : Este texto é a defesa de Paulo sobre o sustento dos obreiros. Os que pensam doutro modo, ficam sem argumentos ante a clareza e objetividade com que o apostolo trata o assunto.
      A Biblia deixa bem claro que os dízimos eram destinados aos levitas e sacerdotes ( Nm 18.21-24 ; Hb 7.5 ), para que houvesse sempre mantimento na Casa de DEUS ( Ml 3.10 ). Os filhos de Levi e os ministros do altar, por sua vez, pagavam os dízimos dos dízimos recebidos ( Nm 18.26 ). Paulo, como os demais judeus, tinha uma profissão alternativa - fazedor de tendas ( At 18.3 ). Desse ofício, provinha o necessário para o seu sustento, pois temia escandalizar os irmãos, e não queria correr o risco de ser interpretado como aventureiro, em Corinto.

4. PRÁTICAS DA CONGREGAÇÃO CRISTÃ DO BRASIL 

1. O descuido para com a evangelização : Esquecendo-se dos que ainda não receberam a fé, dedicam-se a pregar aos crentes de outros denominações evangelicas. Mas na sua condição de profeta, o ministério de JESUS baseava-se na trilogia : pregar , ensinar e curar ( Mt 4.23 ; 9.35 ). Este é o exemplo que devemos seguir ; esta é a nossa maior tarefa.

2. Uso do véu :  A Palavra grega para "véu " é peribaion e significa " jogar em volta ". Ela  aparece apenas 2 no Novo Testamento grego ( 1 Co 11.15 ; Hb 1.15 ). Em 1 Coríntios 11. 1-16, Paulo trata da submissão da mulher ao marido. Como se vê, o que está em pauta é a submissão, e não o véu. Quem acha que o véu é um meio para a santificação, como a CCB, deve usá-lo no dia-a-dia como as mulheres do Oriente Médio e da Àsia dos dias de Paulo.

3. Ósculo santo : Isto é uma questão cultural ainda hoje observada entre os judeus, árabes é vários povos do leste europeu. Não é motivo, pois, para se fazer uma guerra em torno de assuntos que, rigorosamente falando, em nada contribuem para nossa edificação em CRISTO JESUS.

CONCLUSÃO 

Os adeptos da Congregação Cristã no Brasil julgam-se espiritualmente superiores a todos os evangelicos. Quanto a nós, não nos cabe tratá-los como a inimigos, mas como a pessoas que precisam dos esclarecimentos necessários para compreender o verdadeiro sentido do Evangelho de CRISTO. Evitemos, pois a contenda não convém ao homem de DEUS. Que o Senhor nos dê graças para preservar a sã doutrina.


Fonte : Lição da Escola Dominical - Seitas e Heresias ( 1997 )


segunda-feira, 8 de junho de 2015

MOMORNISMO





"Ninguém vos domine a seu bel-prazer com pretexto de humildade e culto dos anjos, envolvendo-se em coisas que não viu; estando debalde inchado na sua carnal compreensão,"

Colossenses 2:18


VERDADE PRÁTICA

O Mormonismo é uma religião politeísta cujos adeptos usam termos cristãos com outros significados para facilitar seu trabalho de proselitismo.

LEITURA DIÁRIA  

Fábulas e genealogias não são guias para o crente  - 1 Tm 1.3-4 

Outro JESUS e outro Espirito procede das trevas - 2 Co 11.4 

DEUS não consiste de algo material - Jo 4.24 

Casamentos só ocorrem nesta vida - Lc 20.34-36 

Só a Bíblia é o Livro de DEUS - Is 34.16 

O endeusamento do homem vem de belial -  Gn 3.4-5


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE 

Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho;
O qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo.
Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema.
Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema.

Gálatas 1:6-9

INTRODUÇÃO 

O Mormonismo é conhecido como a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Ùltimos Dias. Há muitas crenças que seus adeptos desconhecem, principalmente as que já foram abandonadas. Já ensinaram, por exemplo, que a lua era habitada. Quanto á poligamia ( "Sistema em que um homem tem mais de uma esposa ao mesmo tempo, ou, menos comumente, a um sistema em que uma mulher tem mais de um marido concomitantemente. A palavra poligamia vem de duas palavras gregas, que significam muitos casamentos. Os cientistas usam o vocábulo poliginia para designar aquele que tem mais de uma esposa ao mesmo tempo, e poliandria, para designar a mulher que tem mais de um marido ao mesmo tempo." ) defenderam-na como prática lícita. No âmbito teológico, apregoam que JESUS não foi gerado pelo ESPIRITO SANTO, que há pecados que o sangue de JESUS não pode purificar etc.

1. ORIGEM 

1. O Fundador : O Norte-Americano Joseph Smith Jr. nasceu em 23 de dezembro de 1805, e morreu em 27 de junho de 1844, num cárcere. Seus adeptos alegam que, numa visão, em 1820, Joseph Smith teria visto o Pai e seu Filho JESUS Cristo. Perguntou-lhes , então, qual a religião verdadeira. Como resposta, ele teria ouvido que todas as Igrejas haviam apostatado da fé, e que seus credos eram uma abominação. O Apóstolo mórmon David O. Mckay  afirmou : " A aparição do Pai e do Filho a Joseph Smith é o fundamento desta Igreja ".

2. "Visão" das placas de ouro :  Há outra versão de que essa visão teria ocorrido em 1823, quando Joseph Smith tinha 17 anos. Alegam que ele recebeu a visita de um estranho anjo chamado Morôni, o qual lhe revelou a existência de um livro, escrito em placas de ouro, e que se achava no monte  Cumorah, nas proximidades de Palmyra, Nova Iorque. Traduzidas, as placas deram origem  ao Livro Mórmon.
     Essa primeira "visão" de Joseph Smith é o fundamento da Igreja Mórmon. È outro evangelho conforme  Gálatas 1.6-9.

3. Organização :  A presidência da Igreja Mórmon é a sua autoridade de máxima, constituída de seu profeta e seus secretários.  O Mormonismo jacta-se ao declarar que é a única igreja a ter profetas e apóstolos pois mantém um quorum de doze apóstolos. A Bíblia destrói a pretensão deles  porque "Profetas e Apóstolos" embora aparecem em Ef 4.11, são as pedras que formam o Fundamento da Igreja, sendo JESUS CRISTO a Pedra Angular ( Ef 2.20 ). A Igreja só tem um fundamento ( 1 Co 3.11 ). Por isso não ordenamos ninguém a cargo de apóstolos nem de profeta.

4. Templo :  Existe um templo sede em cada país. A sede mundial está em Salt Lake, capital do Estado de Utah, EUA. Nele são realizados rituais secretos: batismo pelos mortos ( por isso preocupam-se em genealogias ; ver  ( 1 Co 15.39 ), batismo por procuração e casamento para eternidade em que o casal se compromete a não contrair novas núpcias em caso de viuvez, para se encontrarem no céu. JESUS, porém, disse que casamento é coisa deste mundo e não do vindouro ( Lc 20.34-36 ).

2. FONTE AUTORIDADE NO MORMONISMO 

1. O Livro de Mórmon : O Mormonismo considera o Livro de Mórmon acima da Bíblia. O artigo 8 Regras de Fé declara: "Cremos ser a Bíblia a palavra de DEUS, o quanto seja correta sua tradução; cremos também ser o Livro de Mórmon a palavra de DEUS". Exige restrições para se crer na Bíblia, entretanto, para o Livro de Mórmon nenhuma restrições é apresentada.

2. Doutrina e Convênios : Contém 138 seções divididas em versículos. São as "reveladas" de Joseph Smith, que tratam sobre a doutrina de DEUS, da Igreja, do sacerdócio, da ressurreição, do homem após a morte e dos diferentes níveis de salvação. Batismo pelos mortos ( seções 124,127 e 128 ), matrimônio celestial ( seção 132, 19, 20 ), poligamia ( seção 132, 61, e 62).

3. Pérola de Grande Valor : Este livro, tão conceituado entre os mórmons, já foi amplamente desmascarado como fraude, apesar de Joseph Smith alegar tê-lo traduzido milagrosamente para o inglês a partir da escrita hieroglífica egípcia.

3. O LIVRO DE MÓRMONS E A BÍBLIA 

1. Autenticidade  da Bíblia : A Bíblia , desde que foi escrita, nunca precisou de nenhuma alteração em seu texto. Está é uma das evidências de que ela é o eterno e infalível Livro de DEUS. Os mórmons, porém, não podem dizer o mesmo do Livro de Mórmon, que  ainda não  180 anos. A primeira edição  foi publicada em 1830, e já está com 3.913 mudanças. A edição atual tem um texto completamento diferente da primeira edição.

2. Falácias de Livro de Mórmons : A Origem do Livro de Mórmon não pode ser ser comprovada . Não existe o idioma " egípcio reformada "  mencionado ali. O Livro  de Mórmon, segundo eles, foi escrito em 421 d.C. Como pôde o tal livro reproduzir textos da versão inglesa do Rei Tiago, que só viria a surgir em 1611 ? Nada nos relatos  do Livro de Mórmon pôde ser confirmado até hoje. Ainda não se descobriu nenhuma cidade sequer das 38 mencionadas no Livro de Mórmons.

4. DOUTRINAS MORMONISTAS 

1. DEUS : Os Mórmons têm deuses para todos os gostos. Uma declaração básicas dos livros deles afirma: " Como o homem é, DEUS foi ; como DEUS é o homem poderá vir a ser " (Regras de Fe, pag. 389 ). Eles não reconhecem o conceito Bíblico  de DEUS, e daí negam a Trindade.
 
    A Bíblia ensina que há um só DEUS verdadeiro e que  Ele é uno, mas subsiste em 3 Pessoas distintas ( Dt 6.4 ; Mt 28.19 ; Jo 17.3 ). DEUS é infinito ( 1 Rs 8.27 ) e Onipotente ( Is 40.12-15 ). Ele é Espírito ( Jo 4.24 ), portanto não tem carne nem osso ( Lc 24.39 ). Enche ele o céu e a terra
( Jr 23.23-24 ). Além dele não há DEUS ( Is 43.10 ; 44. 6-8 ).

2. O Senhor JESUS CRISTO : O Jesus dos mórmons, como já explicamos, não é como o da Biblia

Porque, se alguém for pregar-vos outro Jesus que nós não temos pregado, ou se recebeis outro espírito que não recebestes, ou outro evangelho que não abraçastes, com razão o sofreríeis.
2 Coríntios 11:4

a) O Jesus do mormonismo : Pregam um Jesus polígamo, cuja única diferença entre Ele e nós é que Ele é primogênito. O ensino deles sobre Cristo é uma blasfêmia; inclusive negam a sua concepção virginal. Usam muitas palavras da fé cristã, mas com sentidos diferentes.

b) O JESUS da Bíblia : È o Criador de todas as coisas, inclusive do mundo espiritual ( Jo 1.3 ; Cl 1.16-17 ) Foi gerado pelo ESPÍRITO SANTO ( Mt 1.18-20 ; Lc 1.34-35 ).

3. Salvação : A salvação mormonista pode ser geral e individual. Geral significa que, na consumação dos séculos, os incrédulos serão castigado e depois liberados para a salvação. Individual é a salvação obtida conforme as regras de fé mormonista, isto é, fé em CRISTO, batismo por imersão, observância ás leis e ás obras etc. Pregam que não há salvação sem a Igreja Mórmon.

4. Sacerdócios de Arão e Melquisedeque : Todos os mórmons recebem o sacerdócio de Arão e depois o de Melquisedeque.
       A Bíblia, porém, diz que o sacerdócio de Arão foi removido ( Hb 7.7-13 ) e o de Melquisedeque é exclusivamente de CRISTO ( Hb 7.24 ). A Palavra "perpétuo", que no Novo Testamento original só aparece nesta passagem, tem o sentido de intransferível. Eles dizem exercer um sacerdócio que já foi removido e outro que pertence só a CRISTO. Isso prova que o Mormonismo desconhece a Bíblia, e por isso labora GRAVES ERROS.

CONCLUSÃO
Como o Mormonismo é uma seita missionária, precisamos prevenir os menbros de nossas Igrejas para que se precavenham, e jamais se deixem levar por esses enganos. Este é o nosso grande desafio. È necessário pois anunciar o Evangelho de CRISTO antes que a seara seja semeado com o joio 


Fonte : Lições Bíblicas 1997 - Seitas e Heresias 

sábado, 6 de junho de 2015

A MORTE

                        
                              MORTE

" Eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra. E depois de consumida a minha pele, ainda em minha carne verei a DEUS"  JÓ 19.25-26

  Todo ser humano, tanto crente quanto incrédulo, está sujeito á morte. A palavra "morte" tem, porém, mais de um sentido na Bíblia. É importante para o crente compreender os vários sentidos da termo morte.

A MORTE COMO RESULTADO DO PECADO 

Gênesis 2 - 3 ensina que a morte penetrou no mundo por causa do pecado. Nossos primeiros, pais foram criados capazes de viverem para sempre. Ao desobedecerem o mandamento de DEUS, tornara-sem sujeitos á penalidade do pecado, que é a morte. 

1 - Adão e Eva ficaram agora sujeitos á morte fisica. DEUS colocara a árvore da vida no jardim do Éden para que, ao comer continuamente dela, o ser humano nunca morresse ( Gn 2.9 ). Mas, depois de Adão e Eva comerem do fruto da árvore do bem e do mal, DEUS, pronunciou estas palavras: "és pó e em pó te tornarás" ( Gn 3.19 ). Eles não morreram fisicamente no dia em que comeram, mas ficaram sujeitos á lei da morte como resultado da maldição divina.

2 - Adão e Eva também morreram no sentido moral, DEUS advertia Adão que se comesse  do fruto proibido, ele certamente morreria ( Gn 2.17 ). Adão e sua esposa não morreram fisicamente naquele dia, mas moralmente, sim, i.e., a sua natureza tornou-se pecaminosa. A partir de Adão e Eva, todos nasceram com uma natureza pecaminosa ( Rm 8.5-8 ), i.e, uma tendência inatea de seguir seu próprio caminho egoísta, alheio a DEUS e ao proximo ( Gn 3.6 ; Rm 3.10-18 ; Ef 2.3 ; Cl 2.13 ).

3 - Adão e Eva morreram espiritualmente quando desobedeceram a DEUS, pois isso destruiu o relacionamento íntimo que tinha antes com DEUS (Gn 3.6 ). Já não anelavam caminhar e conversar com DEUS no jardim; pelo contrário, esconderam-se da sua presença (Gn 3.8 ). A Biblia também ensina que, á parte de CRISTO, todos estão alienados de DEUS e da vida nEle ( Ef 4.17-18); e estão espiritualmente mortos.

4 - Finalmente, a morte, como resultado do Pecado, importa em morte eterna. A vida eterna viria pela obediência de Adão e Eva ( Gn 3.22 ); ao invés disso, a lei da morte eterna entrou em operação. A morte eterna é a eterna condenação e separação de DEUS  como resultado da obediência do homem para com DEUS.

5 - A única maneira de o ser humano escapar da morte em todos os seus aspectos é através de JESUS CRISTO  que "aboliu a morte e trouxe á luz a vida e a incorrupção" ( 2 Tm 1.10 ). Ele, mediante, sua morte, reconciliou-nos com DEUS, e, assim, desfez a separação e alienação espirituais resultantes do pecado  ( Gn 3.24 ; 2 Co 5.18 ). Pela sua ressurreição Ele venceu e aboliu o poder de satanás, do pecado e da morte física ( Gn 3.15 ; Rm 6.10 ; Rm 5.18-19; 1 Co 15.12-28; 1 Jo 3.8 )

A MORTE FÍSICA DO CRENTE 

Embora o crente em CRISTO tenha certeza da vida ressurreta, não deixará de experimentar a morte física. O Crente, porém, encara a morte de modo diferente do incrédulo. Seguem-se algumas das verdades reveladas na Biblia a respeito da morte do crente.

1 -  A morte para os salvos, não é o fim da vida, mas um novo começo.

Neste caso, ela não é um terror ( 1 Co 15.55-57), mas um meio de transição para uma vida mais plena. Para o salvo, morrer é ser liberto das aflições deste mundo ( 2 Co 4.17 ) e do corpo terreno, para ser revestido da vida e glória celestiais ( 2 Co 5.1-5 ). Paulo se refere á morte como sono ( 1 Co 15.6,18,20 ; 1 Ts 4.13-15), o que dá a entender que morrer é descansar do labor e das lutas terrenas ( Ap 14.13 ).

2 - A Biblia refere-se á morte como em termos consoladores.

Por exemplo, ela afirma  que a morte do santo "Preciosa é a vista do SENHOR" (Sl 116.15 ). È a entrada na paz ( Is 57.1-2 ) e na Glória (Sl 73.24 ); e ser levado pelos  Anjos "para ao seio de abraão" ( Lc 16.22 ); é ir ao Paraiso  ( Lc 23.43 ); e ir á casa de nosso Pai, onde há "muitas moradas" (Jo 14.2 ); é uma partida bem-aventurada para estar "com CRISTO" ( Fp 1.23 ); é ir habitar com o Senhor  ( 2 Co 5.8 ); é um dormir em CRISTO ( 1 Co 15.18 ; Jo 11.11 ; 1 Ts 4.13); é "ganho... ainda muito melhor" ( Fp 1.21,23 ), é a ocasião de receber a "coroa da justiça" ( 2 Tm 4.8 ).

3 - Quando ao estado dos salvos, entre sua morte e a ressurreição do corpo, as Escrituras ensinam o seguinte :

a) No momento da morte o crente é produzido a presença de CRISTO ( 2 Co 5.8 ; Fp 1.23 )
b) Permanece em plena consciência ( Lc 16.19-31 ) desfruta de alegria  diante da bondade e do Amor de DEUS ( Ef 2.7 ).
c) O Céu é como um lar, i,e.., um maravilhoso lugar de repouso e segurança ( Ap 6.11 ) e do convívio e comunhão com os santos ( Jo 14.2 )
d) O viver no céu incluirá a adoração e o louvor a DEUS ( Sl 87 ; Ap 14.2-3 ; 15.3 ).
e) Os salvos dos céus, até o dia da ressurreição do corpo, não são espíritos incorpóreos e invisíveis, mas seres dotados de uma  forma corpórea  celestial temporária (  Lc 9.30-32 ; 2 Co 5.1-4 ).
f) No céu, os crentes conservam sua identidade individual ( Mt 8.11 ; Lc 9.30-32 ).
g) Os crentes passam para o céu continuam almejar que os propósitos de DEUS na terra se cumpram ( Ap 6.9-11 )

Embora o salvo tenha grande esperança e alegria ao morrer, os demais crentes que ficam não deixam de lamentar a morte de um ente querido. Quando Jacó faleceu, por exemplo, José lamentou profundamente  a perda de seu pai. O que se deu José ante a morte de seu pai é semelhante ao que acontece a todos os crentes, quando falece um seu ente querido .

"Então, José se lançou sobre o rosto de seu Pai, e chorou sobre ele, e o beijou."

Gn 50.1


Fonte : Nota Teológica da  Bíblia de Estudo Pentecostal