quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Adventismo do Sétimo Dia





Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados, 
Colossenses 2:16

" O Cristão e a Lei de Moisés são assuntos já discutidos e bem definidos no Concílio de Jerusalém: a Graça nos Isenta do jugo da Lei. "

Jo 1.17
- A lei foi dada por Moisés
Jr 31.31-33 - As Escrituras previam a Nova Aliança
Mt 5.17 ; Rm 5.18 - A Lei cumprida em Cristo
Cl 2.14 - Cristo nos livrou da condenação da Lei
At 15.10-11 ; Rm 3.20 - Somos salvos pela graça e não pela lei
Gl 4.4-9 - O Evangelho nos isenta da Lei


"Vós sois a nossa carta, escrita em nossos corações, conhecida e lida por todos os homens.
Porque já é manifesto que vós sois a carta de Cristo, ministrada por nós, e escrita, não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas nas tábuas de carne do coração.
E é por Cristo que temos tal confiança em Deus; Não que sejamos capazes, por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos; mas a nossa capacidade vem de Deus, O qual nos fez também capazes de ser ministros de um novo testamento, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata e o espírito vivifica. E, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, veio em glória, de maneira que os filhos de Israel não podiam fitar os olhos na face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, a qual era transitória, Como não será de maior glória o ministério do Espírito? Porque, se o ministério da condenação foi glorioso, muito mais excederá em glória o ministério da justiça. Porque também o que foi glorificado nesta parte não foi glorificado, por causa desta excelente glória. Porque, se o que era transitório foi para glória, muito mais é em glória o que permanece. Tendo, pois, tal esperança, usamos de muita ousadia no falar. E não somos como Moisés, que punha um véu sobre a sua face, para que os filhos de Israel não olhassem firmemente para o fim daquilo que era transitório. Mas os seus sentidos foram endurecidos; porque até hoje o mesmo véu está por levantar na lição do velho testamento, o qual foi por Cristo abolido; E até hoje, quando é lido Moisés, o véu está posto sobre o coração deles. Mas, quando se converterem ao Senhor, então o véu se tirará." 
2 Coríntios 3:2-16

I. ORIGEM

1. William Miller :  Nasceu em 1782, em Pittisfield, estado de Massachussetts, EUA. Era de família batista. Em 1818, ele começou a anunciar que CRISTO voltaria á terra nos próximos 20 Anos. Em 1831, Miller proclamou que esse evento ocorreria em 23 de março de 1843. Tentou justificar a sua "profecia" em Daniel 8.13-14 interpretando as 2.300 tardes e manhãs como correspondendo a 2.300 anos a partir do retorno de Esdras a Jerusalém em 457 a.C.

2. William Miller e seu fracasso : Todavia, nenhuma de suas previsões se cumpriu. Procurando justificar-se, Miller explicou que se enganara nos cálculos. Em seguida, marcou nova data - 22 de outubro de 1844. Esta data também falhou.

3. Origem dos adventista do sétimo dia :  Miller arrependeu-se e procurou a igreja. Já reconciliado, foi servir a DEUS, vindo a falecer em 1849. O mal, porém, já estava feito. Vários grupos começaram a aparecer. Hiram Edson, Joseph Bates e James White com sua esposa Ellen Gould White eram os mais proeminentes dos movimentos adventistas.
         Joseph Bates, de New Hampshire, Washington, instituiu a observância do sábado. Enquanto isto, Ellen Gould White ia, na região de Portland, Maine, ganhando notoriedade com as suas "revelações e visões". Os três grupos juntos deram origem, em 1860, ao movimento conhecido como o Adventismo do Sétimo Dia.

II. A LEI DE MOISÉS 

1. Decálogo : O Decálogo é o esboço e a linha mestra da Lei de Moisés. Ele está registrado em Êxodo 20.1-17 e Deuteronômio 5.6-21. O termo vem de duas palavras gregas deka "dez" logos "palavra", usado na LXX para traduzir as expressão hebraica asseret hadevarim "as dez palavras" ( Ex 34.28 ; Dt 4.13 ; 10.4 ). "As dez palavras", nessas passagens, têm o sentido de "mandamento, pronunciamento, princípios". Por essa razão, o Decálogo ficou conhecido universalmente como "os dez mandamentos " que DEUS escreveu em pedras e entregou aos filhos da Israel, através de Moisés.

2. Qual a diferença entre lei moral cerimonial ?  Os adventistas dizem que a Lei de DEUS é o decálogo, e a de Moisés é o decálogo, e de Moisés é a lei cerimonial, ou seja: os demais preceitos, que não são universais.

a) Uma só lei : A Bíblia afirma que existe uma só lei. O que existe, na verdade, são preceitos morais, preceitos cerimoniais e preceitos civis. È chamada Lei de DEUS, porque teve sua origem nEle. Lei de Moisés, porque foi Moisés o legislador que DEUS escolheu para promulgar a Lei no Sinai. Os preceitos, tanto do Decálogo como os fora dele, são chamados alternadamente de Lei de DEUS ou do Senhor e Lei de Moisés ( Lc 2.22-23 ; Hb 10.28 ). São, portanto, sinônimos e, por isso, não há distinção alguma ( Ne 8.1-2,8,18 ).

b) Preceito moral fora do Decálogo : Há principios que são imutáveis e universais. Não há para eles a questão de transculturação. Onde quer que o Evangelho for pregado tais princípios fazem-se presentes; são os preceitos morais ou éticos.
     Os dois maiores mandamentos são preceitos morais ( Mc 12.29-31). Entretanto, não constam do Decálogo; é uma combinação de Dt 6.4-5 com Lv 19.18. Por outro lado, encontramos no Decálogo o quarto mandamento, que não é preceito moral. JESUS disse que o sacerdote podia violar o sábado e ficar sem culpa ( Mt 12.5 ).

3. A lei cumpriu sua função :  O Senhor JESUS já cumpriu a lei ( Mt 5.17 ). O Concilio que Jerusalém determinou que os cristãos nada têm com a Lei ( At 15.10-11;20,29 ). O apostolo Paulo comparaou a liberdade cristã á lei do casamento ( Rm 7.1-3 ). Se uma mulher for de outro homem, estando seu marido vivo ainda vivo, é adúltera . Isso porque, está ligada á lei do marido. Por seguinte, não podemos estar ligados á lei e a CRISTO ao mesmo tempo. Por isso, estamos mortos para a Lei ( Rm 7.4 ).
         A função da lei foi patológica (descobrir a causa da doença): revelar o pecado no homem. Mas ela não pode curar ( Rm 3.19-20 ; Gl 2.16 ; 3.24 )

4. Observar a lei é desvio : O apóstolo Paulo chamou a lei de ministério da morte gravado em pedras ( 2 Co 3.7 ), ministério da condenação ( 2 Co 3.9 ) e transitório ( 2 Co 3.13 ). O Antigo Testamento já foi abolido por CRISTO ( 2 Co 3.14 ). Buscar a salvação pela observância da Lei é desviar-se do cristianismo bíblico ( Gl 5.1-4 ). Observe, porém, que Paulo não criticou a lei; reconhecia a santidade da Lei ( Rm 7.7,14 ). Oque ele diz é que ela é impotente para salvar, pois sua função é outra.

III. ESPÍRITO DE PROFECIA

1. Escrito de Ellen Gould White :  Para os adventistas do sétimo dia, os escritos da Sra. Ellen Gould White têm a mesma autoridade da Bíblia. Afirmam que a expressão "o testemunho de JESUS é o espírito de profecia " ( Ap 19.10 ) é uma alusão aos escritos da Sra. White. Crêem que suas obras têm "aplicação e autoridade especial para os adventista", e negam que "a qualidade ou grau de inspiração dos escritos de Ellen White sejam diferentes dos encontrados nas Escrituras Sagrasdas".

2. Plágios da Sra. White : Boa parte das obras da Sra. White são plágios.

a) Plágio comprovado :  Walter T. Rea, em sua obra The White Lie ( A mentira Branca), apresenta tabelas intermináveis desses plágios. Entretanto, os adventistas do sétimo dia continuam a receber as obras da Sra. White com a mesma autoridade da Bíblia. Além dos plágios, há inúmeros erros e contradições em seus escritos.

b) Defesa dos teólogos adventistas : Sabendo que o plagiador está desclassificado como servo de DEUS, os teólogos adventista têm feito um esforço concentrado para salvar a imagem de sua profetisa. Alguns deles apelaram para as passagens de 2 Reis 18 e Isaías 39, para justificar o plágio da Sra. White. Como se sabe, ambos os textos são idênticos. Acontece que, em nenhum lugar do livro dos Reis, se menciona o nome de seu autor. E, quem pode garantir do próprio que não é de autoria do próprio Isaías, uma vez que o profeta foi assistente do  rei Ezequias ?

IV. CRENÇAS ERRÔNEAS 

1. Bode emissários : Os adventistas dizem que o bode emissário, do Dia da expiação, representa Satanás. Assim colocam Satanás como autor  da redenção. Moisés prescreveu que, no Dia da Expiação, o sumo sacerdote apresentasse dois bodes para o sacrificio ( Lv 16.5,10 ). Um deles seria imolado, e o outro enviado para o deserto - o bode emissário, azazel, em hebraico. Convém lembrar que os dois bodes eram igualmente apresentados, não apenas um. Isso representava o sacrifício de JESUS pela expiação de nossos pecados. A Bíblia diz que foi JESUS quem levou nossos pecados ( Is 53.4-6 ; Mt 8.16-17 ; Jo 1.29 ; 1 Pe 2.24 ; 3.18 ).

2. O sábado : A questão não é o sábado em si, mas o fato de que não estamos debaixo do Antigo Concerto ( Hb 8.6-13). O que nos chama a atençaõ é que, ultimante, estão surgindo novos pseudocristãos que, entre outras coisas, ensinam a guarda da Lei e do sábado. Isso é retrocesso espiritual; é voltar ás práticas antigas.

a) O sábado foi abolido : A Palavra profética previa a chegada do Novo Concerto ( Jr 31.31-33 ) e o fim do sábado ( Os 2.11 ), que se cumpriu  em JESUS ( Cl 2.14-17 ). Por essa razão, o sábado não aparece nos quatros preceitos de Atos 15.20,29. O texto de Colossenses 2.16-17 deita por terra todas as teses dos adventistas do sétimo dia.

b) O sábado cerimonial : Os adventistas afirmam que o sábado mencionado em Colossenses 2.16 é cerimonial. As festas judaicas eram anuais, mensais, ou luas novas ( pois a lua nova aparace a cada 28 a 30 dias, e com ela se principia o novo mês) e semanais ( 1 Cr 23.31 ; 2 Cr 2.4 ; 8.13 ; 31.3 ; Ez 45.17 ). Veja que o texto diz: "...por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados".
       O Sábado cerimonial, ou anual, já está incluído na expressão "dias de festa", que são as festas anuais, "lua nova", mensais e "sábados", festa semanal. No versiculo seguinte o apostolo diz : " Que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de CRISTO" ( Cl 2.17 ). Isto é : são figuras das coisas futuras, que se cumpriram em JESUS. Foi por isso que JESUS afirmou ser Senhor do Sábado ( Mc 2.28 ).

c) Constantino e o Domingo : Dizem que o imperador romano, Constantino, trocou o sábado pelo domingo. Isso não é verdade. A palavra " domingo", por si só significa "Dia do Senhor". Porque foi nele que JESUS ressuscitou ( Mc 16.9 ). O primeiro culto cristão aconteceu num domingo ( Jo 20.1 ) e o segundo também ( Jo 20.19-20). Os cristãos se reuniam no primeiro dia da semana ( At 20.7 ). Assim, essa prática foi se tornando comum, sem decreto e sem imposição. Foi algo espontâneo. Constantino apenas confirmou uma prática antiga dos cristãos.
     
CONCLUSÃO

Para nós, portanto, cada é sábado, pois em CRISTO repousamos todos os dias da semana ( Hb 4.11 ). A palavra hebraica para "domingo" é Yom Rishon, que significa "Dia  Primeiro".
      Os adventistas negam ainda a existência do inferno e a imortalidade da alma. Sobre a doutrina do sono da alma.

Fonte : Lição Biblica Jovens e Adultos 2ª Trimestre de 1997 ( Págs. 43-47 ).

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

O LEGADO DE ELIAS






I – O QUE SIGNIFICA LEGADO
O dicionário Aurélio traduz a palavra “legado” da seguinte forma: “dádiva deixada em testamento; valor previamente determinado, ou objeto previamente endividado, que alguém deixa a outrem por meio de testamento”. No contexto da nossa lição, a palavra legado diz respeito a herança moral, ministerial e espiritual que o profeta Elias, deixou para o seu sucessor Eliseu, bem como também para todos os servos de Deus em todas as épocas.

II – QUAL FOI O LEGADO DE ELIAS

Elias como um profeta de Deus, deixou como legado seu exemplo de vida, seu caráter. O Aurélio define a palavra “caráter” como: “o conjunto de traços particulares, o modo de ser de um indivíduo; índole; natureza”. A Bíblia nos revela o caráter moral, ministerial e espiritual deste homem de Deus. Vejamos cada um deles detalhadamente:

2.1 Moral. Esta expressão diz respeito aos “princípios que regem a vida do ser humano, mostrando o que é certo e o que é errado” (ANDRADE, 2006, p. 270). Elias manteve-se íntegro num período de tanta apostasia sob o governo de ímpio rei Acabe e da maldosa Jezabel (I Rs 16.30,31). Ele mesmo descreve-se como um servo muito zeloso pelo Senhor (I Rs 19.10).
2.2 Ministerial. Já vimos que, Elias recebera de Deus o chamado para ser profeta (I Rs 17.1). O registro bíblico nos mostra que ele exerceu seu ministério como um verdadeiro mensageiro de Deus, pois anunciou que haveria seca sobre Israel, apoiado na Escritura, como sentença pela indiferença espiritual (Dt 28.23,24; II Cr 7.13); denunciou a idolatria de Acabe (I Rs 18.18); confrontou Acabe e os profetas de Baal e Aserá no Monte Carmelo a fim de erradicar a adoração ao ídolo e mostrar para Israel quem era o verdadeiro Deus (I Rs 18.19-40); e fez conhecida a injustiça cometida contra Nabote, pronunciando a sentença por
este pecado (I Rs 21.17-24).
2.3 Espiritual. O profeta Elias se tornou uma referência espiritual. Ele é chamado diversas vezes de “homem de Deus” (I Rs 17.18,24; II Rs 1.6,9,11,13). Isto também porque as palavras proféticas que saiam da sua boca vinham da parte de Deus,
porque tinha real cumprimento, eis algumas:
(1) Elias profetizou que não choveria e não choveu (I Rs 17.1-b);
(2) Em seguida anunciou que choveria e realmente choveu (I Rs 18.41,45);
 (3) falou a viúva de Sarepta que a farinha e o azeite da botija não faltaria e não faltou (I Rs 17.14-16);
(4) Orou a Deus pela ressurreição do filho desta mesma viúva e ela asseverou: “...nisto
conheço agora que tu és homem de Deus, e que a palavra do Senhor na tua boca é verdade” (I Rs 18.24);
 (5) No monte Carmelo clamou por fogo e o fogo caiu sobre o altar (I Rs 18.36,38).

III – O REMANESCENTE FIEL NO TEMPO DE ELIAS

A grande apostasia no Reino do Norte durante o reinado de Acabe e as ameaças de Jezabel aos profetas de Deus, levou o profeta Elias, em sua fragilidade, algumas vezes, fazer declarações precipitadas, pensando ele que era o único servo de Deus
que restara “...só eu fiquei por profeta do Senhor...” (I Rs 18.22). Confira também (I Rs 19.10,14). No entanto, a voz divina assegura ao profeta que havia um remanescente que não tinha se corrompido com a adoração a Baal (I Rs 19.18). Entre os sete mil adoradores verdadeiros, podemos citar o nome de alguns, vejamos:
 Micaías. Havia no palácio de Acabe profetas falsos que comiam da mesa de Jezabel, e profetizavam apenas o que lhe agradava (II Cro 18.5; I Re 18.19). No entanto, existia também um profeta do Senhor, o seu nome é Micaias que significa: “quem é como Deus”. Ele era um mensageiro de Jeová que se opunha severamente a práticas do rei Acabe como este mesmo declara (I Rs 22.8). Ele se manteve fiel ao que Deus lhe mandava dizer (II Rs 22.14,28), apesar de lhe custar prisão, espancamento e privações (I Rs 22.24, 27).
 Obadias. Seu nome significa “servo de Jeová”. Apesar de ser um “mordomo” do monarca Acabe (I Rs 18.3,5). Este homem, temia muito a Deus e aos homens de Deus (I Rs 18.7). Ele ajudou a ocultar os servos do Senhor a fim de que não fossem mortos por Jezabel (I Rs 18.13).
 Eliseu. Seu nome quer dizer “Deus é salvação”. Sem dúvida alguma, para que Deus escolhesse Eliseu para ser sucessor do profeta Elias, ele deveria ser um servo fiel. Observa-se isso também pela sua atitude ao receber o chamado divino, quando obedeceu sem hesitar, despedindo-se deu seu pai e mãe, mostrando assim ser um bom filho (I Rs 19.20,21).

IV – A ESCOLHA, A FORMAÇÃO E A CAPACITAÇÃO DE ELISEU PARA PROFETA

Não resta dúvidas de que Elias exerceu um ministério extraordinário no Reino do Norte, pois ele foi responsável por ajudar o povo de Deus a manter a sua identidade espiritual, fazendo com que Israel pudesse testemunhar que só o Senhor é Deus. Contudo, assim como todos os homens levantados por Deus, seu ministério estava chegando ao final, por isso necessitava de um substituto. Para isso, Elias não agiu por conta própria, ele só o fez quando e como a voz divina lhe orientou a fazer,
quando lhe disse: “...e também a Eliseu, filho de Safate de Abel-Meolá, ungirás profeta em teu lugar” (I Rs 19.16). Diante da da ordem divina, Elias prontamente se dispôs a cumprir (I Rs 19.19). A maneira como Deus utiliza-se de Elias para separar Eliseu está registrada em (I Rs 19.19-21), este texto nos mostra pelo menos três aspectos da vocação divina, vejamos quais são:
4.1 Chamada. A palavra “chamar” no hebraico é “qãrã” que significa “chamar alguém, convidar, convocar”. O Senhor chama quem Ele quer, inclusive pessoas simples (Am 7.14; I Sm 16.11). Eliseu, por exemplo, trabalhava arando terra (I Rs 19.19-a). A escolha de Eliseu foi uma expressão da soberania do Senhor (I Rs 19.16), e ele a fez através de Elias (I Rs 19.19). A Bíblia registra que ao aproximar de Eliseu “...Elias passou por ele, e lançou a sua capa sobre ele” (I Rs 19.19-b). O manto de Elias era feito de peles de animais recobertas de pêlos. Usualmente era empregado o couro de cabra, com os pêlos do lado de fora. Esse manto era parte distintiva das vestes de um profeta e o identificava como vidente (II Rs 1.8; Zc 13.4; Mt 3.4). Acreditavase que o poder espiritual era transferido ao profeta por meio do seu manto (II Rs 2.13,14). Naturalmente pensamos que isso era um ato meramente simbólico, mas nos tempos antigos as mantas dos profetas eram consideradas seriamente objetos de poder.
(CHAMPLIN, 2001, p. 1445).
4.2 Formação. Apesar de receber a chamada de Deus, Eliseu não estava pronto. Ele precisava ser formado por Elias. A expressão “formar” do hebraico “yatsar” significa: “formar, moldar, modelar”. Como podemos ver, Eliseu não demorou para entender isso pois receber o chamado prontificou-se a seguir e servir o homem de Deus “...então se levantou e seguiu a Elias, e o servia” (I Re 19.21-b). Eliseu se tornou um servo e aprendiz de Elias. Ele tinha servido bem à sua família. Agora seria fiel
e útil ao profeta. Daquele dia em diante Eliseu passou a andar junto de Elias, acompanhando passo a passo sua maneira de proceder (II Re 2.1-6) e servindo-o naquilo que era necessário, de maneira que quando alguém se referiu a Eliseu disse: “...aqui está Eliseu, filho de Safate, que derramava água sobre as mãos de Elias” (II Rs 3.11-b).
4.3 Capacitação. Ao andar junto de Elias, Eliseu percebeu que além da chamada que havia recebido e da formação que estava recebendo do profeta, era necessário algo mais: a capacitação. Por isso antes de ser tomado, num redemoinho aos céus, o profeta Elias perguntou-lhe o que ele queria que lhe fosse dado, e Eliseu respondeu: “...peço-te que haja porção dobrada de teu espírito sobre mim” (II Re 2.9-b). Elias então disse a Eliseu que isto fora um pedido difícil, no entanto, seria concedido se ele o visse subir ao céu, o que aconteceu em seguida (II Re 2.10-12). Agora, o profeta Eliseu, ao pegar a capa de Elias, foi
conferir se a capacidade divina de fato estava sobre ele, então deu com a capa no rio Jordão, que abriu ao meio imediatamente (II Re 2.14). Não foi necessário Eliseu dizer que estava capacitado, os filhos dos profetas reconheceram isso: “Vendo-o, pois, os filhos dos profetas que estavam defronte em Jericó, disseram: O espírito de Elias repousa sobre Eliseu.” (II Re 2.15-a).

V – O QUE PODEMOS APRENDER COM O CHAMADO DE ELISEU

5.1 Disponibilidade. Eliseu não recusou o chamado divino. Quando Elias lhe lançou a capa, ele se mostrou disponível “e correu após Elias” (I Rs 19.20-a). Ao recebermos o chamado divino devemos estar disponíveis seja para o que for. Tal qual o profeta Isaías diante do clamor divino, devemos responder: “Eis-me aqui, envia-me a mim” (Is 6.8-b).

5.2 Renúncia. Apesar de ter um trabalho e de amar a sua família, Eliseu demonstrou estar disposto a renunciar o que fosse preciso para atender a convocação divina “Então deixou ele os bois, e correu após Elias; e disse: Deixa-me beijar a meu pai e a minha mãe, e então te seguirei” (I Rs 19.20-a). Tal como os discípulos de Jesus abandonaram suas redes de pescar e puseram-se a segui-lo (Mt 4.20). Esta deve ser uma característica de todo aquele que de modo semelhante recebe o chamado divino. Eliseu se desfez completamente daquilo que exercia antes de receber o chamado divino, mostrando-nos claramente que
dali por diante sua tarefa era outra (I Rs 19.21).
5.3 Serviço. O chamado de Eliseu nos ensina que ao sermos chamados por Deus devemos estar dispostos a servir. Eliseu como aprendiz aprenderia a exercer o seu chamado servindo a Elias (I Rs 19.21). Deus prepara o homem que vai usar através de um homem que já é usado por Ele. A Bíblia cita exemplos dessa verdade, eis alguns exemplos: Josué foi preparado por Deus servindo Moisés (Êx 24.13; 33.11; Nm 11.28; Js 1.1); Samuel serviu a Eli (I Sm 2.11; 3.1); Timóteo servia a Paulo, a quem ele chama de filho (I Co 4.17; I Tm 1.2,18; II Tm 1.2; 3.14).

CONCLUSÃO

Elias, sem dúvida alguma, foi um homem extraordinariamente usado por Deus. Seu exemplo de vida, caráter e ministério se constitui numa herança que o servo do Senhor deixou não somente para os seus contemporâneos, mas também para todos aqueles que são chamados por Deus para uma obra específica. A chamada de Eliseu por sua vez, nos ensina como devemos proceder ante o chamado divino.

Fonte: www.rcb1.com.br

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Espiritismo




" E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo," 
Hebreus 9:27

Através da doutrina da reencarnação, o Espiritismo tira todos os méritos de CRISTO como o Salvador da humanidade.

Lv 19.31; 20.27 - Toda forma de adivinhação é condenada na Bíblia
Os 4.12 - Adivinhar utilizando vara - rabdomancia
Ez 21.21 - Adivinhar utilizaqndo vara - fígado hepatoscopia
Gn 44.5 - Adivinhar utiliazando água - hidromancia
2 Rs 17.16 ; Is 42.13 - Adivinhar mediante os astros - astrologia


Leitura 


"Quando entrares na terra que o SENHOR teu Deus te der, não aprenderás a fazer conforme as abominações daquelas nações. Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo a seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; Nem encantador, nem quem consulte a um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; Pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR; e por estas abominações o SENHOR teu Deus os lança fora de diante de ti. Perfeito serás, como o SENHOR teu Deus. Porque estas nações, que hás de possuir, ouvem os prognosticadores e os adivinhadores; porém a ti o SENHOR teu Deus não permitiu tal coisa."   Deuteronômio 18:9-14

1. HISTÓRIA 

1. As irmãs Fox : A doutrina da reencarnação é muito antiga; vem desde o hinduísmo, passando pela Grécia antiga. Foi em 1848, em Hydevisllle, Estados Unidos, que as irmãs Margaret e Kate Fox afirmaram ver as mesas girando, e ouvir pancadas na casa em que moravam. Faziam perguntas e estas eram respondidas mediante estalidos de dedos. Elas tiveram a sensação de estar se comunicando com o mundo invisível ( diziam as mesmas ).

2. Allan Kardec : Seu nome verdadeiro era Hipolyte Léon Denizard Rivail, médico e professor francês. Nascido em 1804, lançou a sua primeira obra O livro dos Espíritos, em 1857.  Influenciado por um amigo, passou a frequentar reuniões espíritas  e, por fim, tornou-se méduim. Em 1958, organizou em Paris a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas. Adotou o nome Allan Kardec, alegando ser este o sei nome na outra encarnação.

3. No Brasil : Antes mesmo da morte de kardec, em 1869, Luíx Olímpo Teles de Menezes fundou em Salvador, BA, o primeiro centro espírita, em 1865. Em 1873, foi fundada no Rio de janeiro uma sociedade espírita, da qual surgiram outro grupos. Dez Anos depois, começaram a publicar a revista O reformador que, ainda hoje, é o órgão oficial dos espíritas brasileiros.

4. Diversos Grupos espíritas :  Entre os grupos espíritas no Brasil, podemos mencionar, além do espiritismo kardecista, as seguintes ramificações : Legião da Boa Vontade, Ordem Rosacruz, Racionalismo Cristão, Cultura Racional, Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento, além dos cultos afro-brasileiros. Estes últimos não se consideram espíritas, mas Allan Kardec define, como espírita, todo aquele que crê nas manifestações dos espíritos.

5. Legião da Boa Vontade : As mensagens dos programa dessa instituição parecem evangélicas, mas, como as demais seitas, o JESUS deles não é o esmo revelado no Novo Testamento.

a) Doutrinas : Negam a personalidade do Espírito Santo e a infalibilidade da Bíblia, o parto de Maria e, portanto, a humanidade de CRISTO. Por Causa da sua crença na reencarnação. negam a deidade de CRISTO e a doutrina do inferno.

II. ESPIRITISMO X CRISTIANISMO

1. Espiritismo e Cristianismo : Allan Kardec ensina que o Espiritismo é a terceira revelação de DEUS á humanidade. Segundo ele,

1. Moisés, foi a Primeira revelação
2. CRISTO, foi a segunda
3. Kardec, a terceira

Porém, na Biblia há um abismo intransponível entre o Espiritismo e o Cristianismo.

2. Reencarnação :  No mundo do ocultismo, outras palavras e expressões são usadas para designiar a reencarnação : transmigração, renascimento, metempsicose.

a) Popularidade da crença : Hoje, a crença na reencarnação tornou-se muito popular, inclusive por que ela ( segundo eles ) visa aperfeiçoar a humanidade no sentido moral, espiritual e até fisico. Alguns deles crêem que a pessoa pode encarnar-se num animal ou mesmo num inseto. Os adeptos de Hare Krishna, por exemplo, não matam uma barata, pois correm risco de estar matando a própria avó. O Kardecismo não crê na transmigração das almas; ensinam que os espíritos somente reencarnarm-se em seres humanos, sejam estes homens ou mulheres.

b) O Sofrimento Humano : Os espíritas jactam-se de ter a explicação para o fenômeno do sofrimento humano. Quem nasce com defeito fisico, por exemplo, é sinal que está incluso da lei do carma. Isto é : uma espécie de lei complicada de causa e efeito. Essa pessoa está pagando o que em outras encarnações, e, assim, terá de prosseguir até aperfeiçoa-ser. Por essa razão, procuram ser generosos, fundam creches e dão assistência aos necessitados. Reencarnações e Boas Obras são os meios para salvação, segundo eles.
   Embora seja a nossa obrigação praticar as boas obras, precisamos entender, de uma vez por todas, que elas não salvam. A Salvação vem única e exclusivamente através da fé nos méritos de Cristo JESUS.

c) Resposta Bíblica :  A Bíblia diz que a reencarnação não existe ( Hb 9.27 ), que consultar os mortos é violar as leis de DEUS ( Lv 19.31 ; 20.27 ; 2 Rs 20.1-6 ; 23.24 ). Quando os discípulos de JESUS lhes perguntaram quem havia pecado, se o cego de nascença ou seus pais, a resposta de JESUS foi clara, destruindo completamente o argumento espírita : "Nem ele pecou, nem seus pais" ( Jo 9.3 ). Além disso, seria muito cruel alguém padecer sem saber o por quê. 
    Quanto a essa suposta encarnação, ninguém se lembra, porque simplesmente ela não existe. Os que alegam terem vivido noutras encarnações, entram em tantas contradições em seus relatos, demonstrando claramente que tudo isso não passa de um perigoso  engano que pode custar, inclusive, a eternidade da pessoa.
      A Salvação é pela fé em JESUS, e não pelas obras ( Ef 2.8-9 ; Tt 3.5 ). O sacríficio de JESUS pode salvar perfeitamente os que se aproximam dEle ( Hb 7.25 ).

III. PASSAGENS BÍBLICAS UTILIZADAS PELOS KARDECISTAS

1. Bíblia :  Eles recusam aceitar a Bíblia como a infalível Palavra de DEUS, principalmente onde ela condena as práticas espíritas. Mas quando o assunto lhes interessa, aí resolvem citar a Bíblia. Mas suas interpretações bíblicas são esotéricas; completamente fora da hermenêutica sagrada.

2. Saul e a médium de En-Dor : Eles reivindicam o texto de 1 Samel 28, onde se narra o episódio de Saul e a feiticeira, para consubstanciar suas crenças. Mas á luz do contexto bíblico, ela falou com os "deuses" que subiam e não com samuel. Só depois que a médium viu o suposto Samuel é que reconheceu a Saul ( 1 Sm 28.12 ).

a) Saul consultou a feiticeira e não a Samuel: DEUS não respondeu a Saul nem por sonhos, nem por Urim e nem por profeta ( 1 Sm 28.6 ). A Biblia afirma que Saul consultou a "feiticeira" e não a Samuel nem ao Senhor ( 1 Cr 10.13-14 ).

b) As Profecias que não se cumpriram ( 1 Sm 28.19 ). " Amanhã tu e teus filhos etareis comigo ". Saul não morreu no dia Seguinte, segundo a nota de rodapé da Bíblia Vida Nova. Ele morreu 18 dias depois dessa sessão espírita. Também não morreram todos os seus filhos ( 1 Sm 28.19 ): Isbosete, Armoni e Mefibosete ( 2 Sm 2.8-10;21.8 ) sobreviveram.
    Por outro lado, temos de convir que um desviado que se suicida não vai para o mesmo lugar onde se encontra um profeta de DEUS. Saul, pois, não foi para junto de Samuel. Notemos ainda que ele não foi entregue nas mãos dos filiteus; ele preferiu suicidar-se ( 1 Sm 28.19 ;34.4 ). Mais tarde, os homens de Jabes-Gileade sepultaram-lhe o corpo ( 1 Sm 31.11-13). DEUS não deixou cair por terra nenhuma palavra de Samuel ( 1 Sm 3.19 ).
    Por seguinte, a entidade que dialogou com a feiticeira  era um espírito demoníaco disfarçado de Samuel, como acontece nas sessões espíritas ainda hoje.

3. Elias e João Batista ( Mt 17.1-13 ) :  Os espíritas têm feito grandes alardes com relação a esta passagem para justificar  a falsa doutrina da reencarnação. Eles, porém, não se dão conta de que Moisés morrera cerca de 1400 antes, reaparecendo como o mesmo Moisés, e não como uma reencarnação. Elias sequer morreu ( 2 Rs 2.11 ). João Batista veio na virtude e no espírito de Elias ( Lc 1.1,17 ), pois se vestia como Elias : Vestes de pêlo e cinto de Couro ( 2 Rs 1.8 ; Mt 3.4 ). Ambos eram homem do deserto ( 1 Rs 19.9-10 ; Lc 1.80 ); eram de igual modo contundentes em suas palavras e pregaram contra reis ímpios ( 1 Rs 21.20-27 ; Mt 14.1-4 ). O Próprio João, consciente de sua identidade e missão ( Jo 1.26-27,32-33 ), disse que não era Elias ( Jo 1.21 ).

IV. O CHAMADO BAIXO ESPIRITISMO 

1. Cultos Afro-brasileiros :  Os Cultos afro-brasileiros chegaram ao Brasil através dos escravos africanos, na era colonial. Os três principais grupos são : Umbanda, Quimbanda e Candomblé. Eles não se consideram espíritas. O chamado alto espiritismo não lida com adivinhação, como búzios, quiromancia, nem com diversos ramos de cartomancia e outras formas de adivinhação. A coluna vertebral desse ramo espírita é a reencarnação e a necromancia condenadas pela Bíblia ( Dt 18.11 ). Da mesma forma os cultos afro-brasileiros são feitiçaria, pois todos mexem com encantamentos, espíritos e magias ( Dt 18.11 ). Isaías descreve com precisão essas práticas condenadas pela Palavra de DEUS ( Is 65.3-5 ).

2. Umbanda : Aqui, há uma mescla de raças. Há elementos indígenas - pajelança, bebidas, ervas para banhos, charutos etc.; elementos africanos - candomblé; e elementos brancos - as imagens do catolicismo romano. Os orixás correspondem aos santos da Igreja Católica.

3. Candomblé : È um ramo tipicamente africano. Há variedades em suas práticas, poque vieram de várias regiões da Àfrica. Umbanda e Candomblé são chamados de Xangô em alguns estados do Nordeste, como Alagoas e aqui em Pernambuco, e no agreste nordestino são conhecidos como Catimbó.

4. Quimbanda : È a magia negra. O deus principal deles é Exu, Lúcifer, Beelzebu é o próprio Satanás. O culto deles é prestado diretamente a satanás. Diferentemente da Umbanda e do Candomblé, estes adoram a satanás, mas de maneira disfarçada.

CONCLUSÃO 

Os adeptos dos cultos afro-brasileiros são mais receptivos aos evangelhos de JESUS do que os kardecistas. Os adeptos do chamado alto espiritismo são arrogantes e presunçosos. Eles acham que já têm o Evangelho Segundo Allan Kardec, e daí pensam que não precisam de JESUS.


Fonte : Lição da Escola Biblica Dominical ( Seitas e Heresias - Ano 1997 )

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

A VINHA DE NABOTE




I – QUEM ERA NABOTE E COMO ERA A SUA VINHA
A Bíblia nos dá poucas informações a respeito de Nabote, apenas nos diz que ele era um israelita temente a Deus e nos mostra o seu lugar de origem que era Jezreel. Portanto, ele era um jezreelita (I Rs 21.1). O nome próprio de Nabote deriva-se do árabe e quer dizer “rebento” ou “fruto”. A Bíblia nos informa que ele era proprietário de uma vinha. O Aurélio diz que “vinha” é a quantidade mais ou menos considerável de videiras (planta que dá uvas) dispostas aproximadamente entre si. A palavra hebraica para vinha é “kerem”, ela está distribuída ao longo do Antigo Testamento pelo menos 92 vezes. A primeira ocorrência está em (Gn 9.20). Em Israel era comum as pessoas plantarem vinhas, no entanto, a vinha de Nabote tinha características que conforme o relato bíblico a tornavam diferente das demais, vejamos alguns informações detalhadas sobreisso:

1.1 Estava junto ao palácio. Segundo a narrativa bíblica a vinha de Nabote estava localizada num lugar privilegiado, perto do palácio de campo de Acabe, pois o outro palácio ficava em Samaria “E sucedeu depois destas coisas que, Nabote, o jezreelita, tinha uma vinha em Jezreel junto ao palácio de Acabe, rei de Samaria” (I Re 21.1).

1.2 Estava pronta. Para se cultivar uma vinha era necessário bastante esforço. O profeta Isaías fez uma descrição vívida do trabalho envolvido no preparo, plantio e cultivo de uma vinha (Is 5.1-7). A “vinha” estava localizada nas rampas de uma colina (Is 5.1). A terra era limpa de pedras antes que as mais tenras vinhas fossem plantadas (Is 5.2). Uma torre de vigia provia visibilidade sobre a “vinha” (Is 5.2) e um lagar que é um local para esmagar as uvas que eram talhados de uma pedra (Is 5.2). Quanto todos os preparativos haviam sido feitos, a “vinha” estava pronta e em alguns anos esperava-se que produzisse frutos. Enquanto isso, a vinha exigia poda regular (Lv 25.3,4). As “vinhas” se localizavam principalmente na região montanhosa e nos montes mais baixos. A Bíblia menciona a “vinha” em Timna (Jz 14.5), Jezreel (I Rs 21.1) e até em En-Gedi (Ct 1.14).

1.3 Tinha valor. Para Nabote sua vinha tinha um valor significativo, que ultrapassava o dinheiro e até mesmo a troca por outra vinha melhor (I Rs 21.2), visto que a recebera como herança dos seus pais, como ele mesmo professa “Porém Nabote disse a Acabe: Guarde-me o Senhor de que eu te dê a herança de meus pais” (I Re 21.3). O Aurélio diz que herança é “bem, direito ou obrigação transmitidos por via de sucessão ou por disposição testamentária”. A vinha, no entanto, não era propriedade (herança) particular de Nabote, mas de sua parentela. É possível que Nabote fosse o homem mais velho da família ou aquele
que cultivava a terra, mas nem por isso, podia tomar sozinho a decisão de trocar ou vender a propriedade. Ademais, a lei de Israel estabelecia que a herança não podia ser vendida, pois era considerado um dever manter em família a terra de seus ancestrais (Lv 25.25-28; Nm 27.1-11; Nm 36.7-9). Em casos de pobreza extrema, as propriedades podiam ser arrendadas, mas deviam ser devolvidas ao proprietário no ano do Jubileu (Lv 25.10,13,28).

II – A COBIÇA E OS MALES QUE A ACOMPANHAM
A Bíblia nos mostra que os pecados de Acabe não se resumiram ao casamento pagão e a idolatria. Este rei perverso também cometia injustiças sociais. Acabe cobiçou a vinha de Nabote e intentou adquiri-la. A palavra “cobiçar” no hebraico “epithumeõ” significa, “fixar o desejo em” (formado de epi, “sobre”, usado intensivamente, e thumos, “paixão”), quer de coisas boas ou ruins, por conseguinte, “almejar, desejar ardentemente, ambicionar”, é usado em (At 20.33) com o significado de “desejar mal”, acerca de “desejar dinheiro e vestuário”.

2.1 A cobiça a luz do Antigo Testamento. A Lei de Moisés condenava esse pecado, que aparece descrito no Decálogo (Dez mandamentos) “Não cobiçarás” (Êx 20.17). O texto deixa claro que coisa alguma pertencente a outrem, deve ser desejado. Foi motivado pela cobiça, que Acabe tentou adquirir as terras de Nabote a dinheiro ou em troca de um vinhedo melhor (I Rs 21.2). Mas, como já vimos, Nabote recusou-se negociar, sob a alegação de que aquelas terras faziam parte da herança da sua família
(I Rs 21.3). Acabe, embora com relutância e tristeza, já se dispunha a aceitar a decisão de Nabote (I Rs 21.4). No entanto, Jezabel sua ímpia esposa, não concordou com isso (I Rs 21.5-7). Por isso dispôs-se junto ao seu marido, realizar uma estratégia diabólica para apropriar-se da vinha de Nabote. A cerca da influência de Jezabel sobre Acabe o escritor sagrado nos diz: “Porém ninguém fora como Acabe, que se vendera para fazer o que era mau aos olhos do SENHOR; porque Jezabel, sua mulher, o incitava” (I Rs 21.25).

2.2 A cobiça e seus males. Quase sempre, o desejo desordenado da cobiça provoca alguma ação para que o cobiçoso adquira o que quer, ou para que persiga o possuidor do objeto ou da pessoa cobiçados. O ímpio rei Acabe, é um exemplo clássico da cobiça e seus males. Para resolver a sua frustração de não ter conseguido possuir a vinha de Nabote, a rainha Jezabel escreveu uma carta com o selo do rei (para parecer que a correspondência fosse enviada por ele) aos anciãos e nobres daquela cidade onde Nabote morava. Nesta carta, Jezabel pediu que forjassem acusações contra Nabote (I Rs 21.8-10). Os anciãos transgrediram a lei (Êx 23.1-3), pois arranjaram dois indivíduos de mau caráter, possivelmente comprados pela rainha, acusaram Nabote de blasfêmia, o que seria suficiente para a execução dele (Lv 24.15,16). O terrível plano foi cumprido sem nenhum impedimento. Para que não houvesse dificuldades futuras com a herança de Nabote, ele e seus filhos foram apedrejados (II Rs 9.26). Perceba quais os males que seguiram a cobiça deste casal:

 MENTIRA. Os anciãos resolveram atender aos intentos de Jezabel. Como podemos ver sempre há homens prontos a venderem seu testemunho por dinheiro a fim de que sirva aos maus propósitos daqueles que os alugam. “E os homens da sua cidade, os anciãos e os nobres que habitavam na sua cidade, fizeram como Jezabel lhes ordenara, conforme estava escrito nas cartas que lhes mandara” (I Rs 21.11).

 FALSO TESTEMUNHO. O veredito de morte já estava predeterminado, por Jezabel. Mas, era necessário elaborar um falso julgamento com um simples aspecto de justiça, para que, à vista do povo, desse a impressão de ser um julgamento leal, arranjou-se duas testemunhas, conforme pedia a Lei (Dt 17.6,7); mas eram falsas. “E ponde defronte dele dois filhos de Belial, que testemunhem contra ele” (I Rs 21.10-a).

 ASSASSINATO. Por fim, a trama culminou na execução de Nabote, pois o levaram para fora da cidade e o apedrejaram. A injustiça estava claramente executada, pois Nabote foi executado por um crime que jamais cometeu “Então mandaram dizer a Jezabel: Nabote foi apedrejado, e morreu” (I Rs 21.14).

2.3 A cobiça a luz do Novo Testamento. A cobiça é alistada entre os pecados destacados por Paulo (Ef 4.19). Aparece na lista dos vícios dos povos pagãos (Rm 1.29). Apesar de não ser especificamente alistada entre as obras da carne (Gl 5.19-21), a cobiça é uma das causas de várias obras carnais, como o adultério, o ódio, as dissensões, etc., devendo ser incluída entre as “tais coisas” que Paulo mencionou, e que não permitem que uma pessoa chegue ao reino de Deus “...que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus” (Gl 5.21).

III – A MENSAGEM DE JUSTIÇA DO PROFETA ELIAS
Em vez de se contrapor a Jezabel que havia utilizado de sua autoridade, transgredindo a lei e ordenando a execução do de Nabote e sua família, o rei Acabe consentiu com os injustos atos de sua perversa esposa, a fim de apossar-se do objeto da sua cobiça, a vinha de Nabote, o que fez logo em seguida “E sucedeu que, ouvindo Acabe, que Nabote já era morto, levantou-se para descer para a vinha de Nabote, o jezreelita, para tomar posse dela” (I Rs 21.16). Todavia o que o casal tramara em oculto, o Deus de Israel estava para revelar. A Bíblia diz que o Senhor enviou o profeta Elias novamente para confrontar Acabe,
dessa vez na vinha de Nabote (I Rs 21.17,18). O rei já havia recebido uma palavra de sentença de morte de um profeta desconhecido “a tua vida será em lugar da sua vida” (I Rs 20.42); também do profeta Micaías “...se tu voltares em paz, o Senhor não tem falado por mim” (I Rs 22.28); e por conseguinte por meio do profeta Elias que anunciou que Acabe morreria e que aconteceria com o seu corpo o mesmo que aconteceu com o de Nabote “No lugar em que os cães lamberam o sangue de Nabote lamberão também o teu próprio sangue” (I Rs 21.19-b) e ainda acrescentou o castigo a cerca da sua mulher e da sua descendência (I Rs 21.23,24). O que aconteceu a seu tempo como fora predito (I Rs 22.34-38; II Rs 9.34-36; II Rs 10.1-10).

IV – COMO DEUS AGE ANTE AS INJUSTIÇAS

A partir da história de Nabote, podemos concluir que Deus não fecha os olhos as injustiças cometidas pelos homens, pois Ele é justo (Rm 1.17; 10.3; Jo 17.25; Sl 116.5; 2 Tm 4.8). A justiça é a santidade de Deus em ação, relativamente aos homens. Na sua justiça, Ele zela pelo cumprimento das suas leis e normas dadas aos homens. Na sua santidade e verdade, Deus não pode revogar a sua própria Palavra, nem a sentença imposta aos transgressores, porque elas são imutáveis como Ele o é, a menos que estes se arrependam e abandonem suas práticas pecaminosas. A justiça de Deus leva o homem, que vive
deliberadamente em pecado, ao juízo divino (Dt 1.17). Quanto as injustiças Ele age com: IMPARCIALIDADE (sem fazer
acepção de pessoas) (Dt 10.17; II Cr 19.7; Rm 2.11; Ap 20.12); JUSTIÇA (Êx 34.7; Nm 14.18; Na 1.3) e MISERICÓRDIA
para aqueles que se arrependem, livrando-os da condenação (Jr 18.7,8; Jn 3.4-10; Jl 2.12-14; At 3.19; 17.31).
CONCLUSÃO
Concluímos dizendo que esta lição nos alerta a termos cuidado com a cobiça. Esse terrível sentimento não pode encontrar guarida no coração do salvo, do contrário poderá conduzi-lo a perdição. Aqueles que enveredam por esse caminho, receberão a devida recompensa, pois Deus julgará os segredos dos homens naquele Dia (Rm 2.16; I Co 14.25).

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Simposio de Doutrina na Area 22 - Domingo a Tarde




Neste Domingo a tarde foi realizado o segundo dia de Simposio de Doutrina na Area 22, congregação polo ( Cidade Universitaria ). E contou com presença da mocidade da Area 22 e suas respectivas congregações que componhe a Area 22, formando o Grande Coral, que louvou ao Senhor com três hinos e os mesmo foram :  È assim que eu quero te Adorar ( Eyshila ) ; Fiel á min ( Eyshila ) ; O Grande ( Rayana Vanessa ).



Também estiveram presentes o Eletrônico Elshadday ( da congregação CTU Varzea ), que louvou ao Senhor com os hinos " Tua Graça me Basta " e " Sua Presença - Ivonaldo Albuquerque ". Marcaram presença os Conjuntos Musicais das Congregações em : Vila Arrais , Brasilit 2 e Brasilit 3.





Os visitantes foram o Eletrônico que já citamos os conjuntos Musicais, e alguns irmãos nossos de outras denominações. Louvaram também os Discipulados da Area 22.




O Ministério também marcou presença começando pelo Coordenador da Area 22 o Ev. Paulo Magalhães, e os Presbíteros Geraldo Sotero da Congregação em Sitio dos Lotes; Hananias da Própria Cidade Universitária ; José Rodrigues Pratiarca da Congregação em Sitio dos Lotes e o Presbítero Leonardo de CTU Varzea .

Por deficiência nossa não pegamos o nome dos escalado, pois em alguns momentos nos rendemos a Adoração do Culto que foi uma benção, onde o enviado para Ministrar a Palavra de DEUS, começou a Pregar de 15:20 e terminou as 16:15 da tarde.



O culto foi encerrado as 16:24 da tarde com uma notificação do Coordenador Paulo Magalhães, para que os Adoradores ( os Crentes ) chegassem Cedo no culto logo mais a Noite que acontecerá hoje a partir das 18:30 da tarde.

NÃO PERCA !

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Abertura do Simposio de Doutrina Biblica da Area 56



O Simposio de Doutrina por sua vez teve sua abertura hoje com o culto Introdutório as 18:00 dirigido pelos jovens da UR-12 Ibura. Logo em seguida as 19:00 iria começar o culto Oficial, o Grande e esperado momento de todos.

Louvados os 3 Hinos congregacionais o Grande Coral de Jovens da Area 56 recebeu a oportunidade para louvor ao Senhor com 2 Hinos, que foram os mesmo : Tô na mão de DEUS & JESUS volta logo . 


video

Logo em seguida o Vocal de Três Carneiro de Baixo e o Eletrônico também de Três Carneiro de Baixo louvaram ao Senhor.

O Pastor Coordenador da Area 56 que ja havia chegado cedeu oportunidade para apresentação dos visitentes.

As Campanhas direções de Campanha Evangelizadoras

Areal - Três Carneiro de Baixo
Lagoa Dourada
Três Carneiro de Baixo
Três Carneiro de Cima
UR-12 Ibura

também esteve presente o Preeleitor da noite escalado pelo Pastor Presidente Ailton José Alves, o Pb. Genilvado Machado ( Ponte dos Carvalhos - Area 53 ).

O Grande Coral Louvou o Hino Aleluia - Gabriela Rocha 




Depois do Terceiro louvor do Grande Coral foi a entrada das bandeiras, com um jovem representando cada uma das cinco congregações da Area 56.



Antes da Ministração da Palavra de DEUS a programação daquele se encerrou com oportunidade para o Jovem de Narlin de Três Carneiro de Baixo deixar uma Saudação; uma Poesia citado por uma moça de Lagoa Dourada e outra Saudação pelo Jovem da UR-12 ( Eu ).

A Ministração da Palavra de DEUS deu-se as 20:25 pelo já citado Pb. Genilvado Machado ( Ponte dos Carvalhos - Area 53 ), que pregou no tema da Apostilha do Simposio A ASCENSÃO E QUEDA DE UM REI - Baseado na História do Rei Saul.

Frase Marcante : " Quem Tem o Nome Escrito no Livro da Vida tem que andar obedecendo os Procedimentos do Céu "

O Preeleitor pregou até as 21:10 da noite, logo em seguida encerrou a mensagem fazendo uma oração pelo Grande Coral. Quando Pastor Geraldo Agostinho ( Coordenador da Area 56 ) estava agradecendo o trabalho 1 cidadão veio se entregar a JESUS.

Pessoalmente, eu estava e o culto foi uma benção, se você ainda não foi, você tem até terça-feira para acompanhar um desses maravilhosos e edificantes cultos.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

A VIÚVA DE SAREPTA




INTRODUÇÃO
A história da visita do profeta Elias à terra de Sarepta, onde foi acolhido por uma viúva pobre, é exemplar por duas razões. Primeiro a história revela o cuidado de Deus para com os seus servos que se dispõem a fazer sua vontade. Não importa onde estejam, Deus cuida deles (Gn 39.1,2;I Rs17.1,2). Em segundo lugar, o episódio revela a soberania de Deus sobre as nações, e que, mesmo em se tratando de um povo pagão, Deus escolhe dentre uma de suas moradas aquela que será o instrumento usado por Ele na construção de seu projeto (Tg 2.25; Hb 11.31).
I – INFORMAÇÕES SOBRE O RIBEIRO DE QUERITE E A CIDADE DE SAREPTA
a) Ribeiro de Querite – Um ribeiro existente no território da atual Transjordânia, onde o profeta Elias escondeu-se, após fugir da rainha Jezabel (I Rs 17.3,5). Um local proposto é o Wadi Kelt (palavra árabe que indica uma corrente de água que só é ativada em tempos chuvosos e quando a neve se derrete), um riacho de águas revoltas que desagua no vale do Jordão. Quando chegava a estação
seca, o Wadi se secava. O fim daquele suprimento exigia uma mudança. Às vezes é o que se sucede em nossa vida, mudança (I Rs17. 7 - 9).
b) Sarepta – Lugar que fazia parte das terras do pai de Jezabel esposa do rei Acabe (I Rs 16.31). Em algumas traduções, esse nome também aparece grifado como Zarepta. O profeta Elias residiu nesta cidade durante a última grande seca (I Rs 17.1,7). Esse lugar é comumente identificado como a aldeia moderna de Sarafand, cerca de 14,5 quilômetros ao sul de Sidom, na costa do mar Mediterrâneo. Cidade originalmente Fenícia, a principio pertencia a Sidom; mas, após 722 a.C., passou para território de Tiro, quando
as duas cidades entraram em conflito, e esta ultima se saiu vitoriosa. Isso pôs Elias em território estrangeiro, onde ele estaria em segurança dos planos de Acabe e da sua horrenda esposa, Jezabel (I Rs 17. 10).

II – A VIÚVA DE SAREPTA RECONHECE O PROFETA ELIAS COMO SERVO DE DEUS

Quando a viúva conheceu o profeta Elias, pensou consigo que iria preparar a sua última refeição (I Rs 17.12). Mas, um simples ato de fé produziu o milagre (I Rs 17.14,15). Ela confiou na mensagem do profeta e deu-lhe um bolo pequeno (I Rs 17.13) do que restava da farinha e do azeite que tinha para sua última refeição. A fé é o passo entre a promessa e a certeza do seu cumprimento (Hb 11.1;11,33; 10.38; Rm 4.16; Hc 2.4). Os milagres podem parecer fora do alcance de nossa fé, mas todo prodígio, grande oupequeno, começa com um ato de obediência (Gn 26.5; Dt 28.13; I Sm 15.22; Jr 42.6). Não enxergamos a solução da situação em que nos encontramos, até darmos o primeiro passo de fé (Mt 8.10; 15.28; 21.21; Mc 2.5; 4.40; 5.34; At 14.9).

2.1 As circunstância da viúva - Morava em Sarepta, lugar entre Sidom e Tiro, onde quase um milênio depois, o Senhor Jesus Cristo exerceu uma missão de compaixão para com uma mulher que não era da descendência de Israel (Mc 7.24-31; Mt 15.21-28). Eis as circunstâncias:
 Tinha um filho (I Rs 17.13);
 Era muito pobre e desanimada (I Rs 17.12);
 Não conhecia o Deus de Israel (I Rs 17.12);
 Sofria os danos causado pela seca (I Rs 17.7).

2.2 A viúva e o seu encontro com o profeta Elias – O profeta Elias parece ter sido bastante egoísta e sem coração com a viúva, pedindo que lhe trouxesse água e pão , fazendo primeiro para ele (I Rs 17.10,11). Contudo, devemos olhar para o plano do Senhor Deus na vida daquela viúva e do seu filho; havia um grande milagre da parte do Senhor para acontecer, isto é, o milagre da abundância da farinha e do azeite no tempo da crise (I Rs 17.16).
2.3 Mesmo sem entender, a viúva atende a voz do homem de Deus. Vejamos:
a) ...Traze-me, peço-te, numa vasilha um pouco de água que beba (I Rs 17.10) - Não é de surpreender que a água é algo de grandeimportância a necessidade da existência humana (I Sm 25.11; I Rs 18.4). O desejo de uma vida espiritual plena, são descritos como alguém que tem sede de água (Am 8.11; Mt 5.6; Sl 63.1; 143.6). Da mesma forma como o nosso corpo físico precisa da água para
sobreviver (Jo 4.13), a nossa alma também precisa da água celestial para continuar com vida (Jo 4.14; 7.38).
b) ...Traze-me, agora, também um bocado de pão na tua mão (I Rs 17.11) - No hebraico, Lechem palavra usada por mais de
duzentas e trintas vezes no Antigo Testamento, que significa pão comum, e em termos gerais, “ alimento” ou “sustento”(Gn 3.19; Ml 1.7; Dt 8.3; Is 3.1; Jr 37.21). O melhor pão era feito de farinha de trigo ( Jz 6.19; II Sm 1.24; I Rs 4.22), com a massa bem amassada (Gn 18.6; Lv 2.1). Já o pão mais popular era feito de cevada ( Jz 7.13; Jo 6.9-13). Não esqueçamos que o pão que o profeta Elias pediu a viúva, é o pão que perece, que sacia apenas o corpo humano (Mt 14.15-21; 15.32-38) e não a alma. Porém, o Senhor Jesus se mostra como o pão dá vida (Jo 6.35). Lembremo-nos que a Palavra de Deus é o alimento genuíno para um crescimento sadio da nossa alma perante o Senhor nosso Deus (Sl 19.14; 33.4,6; 119.11).

2.4 Recompensa por atender a voz do homem de Deus
a) A viúva fez conforme a palavra do profeta Elias – A mulher acreditou na afirmação do homem de Deus. Em primeiro lugar, ela o serviu, e por conseqüência o milagre aconteceu. Ela, seu filho e Elias tiveram abundância de alimentos. É maravilhoso vermos o milagre acontecer, como resultado de um grande ato de obediência e fé (I Rs 17.15).
b) Da panela a farinha não se acabou, e da botija o azeite não faltou – O suprimento de farinha e o azeite se multiplicava milagrosamente, por causa da intervenção divina, na vida daquela viúva (I Rs 17.16).

III – A MULHER RECONHECE O DEUS DE ELIAS COMO O VERDADEIRO DEUS

A provisão do Senhor nunca é dada com o proposito de nos fazer ficar inerte (Fl 4.19; 4.12; Sl 40.17; 107.41) mas, para quepossamos aprender as lições, de não colocarmos limitações à capacidade de Deus prover o que precisamos ter (Pv 8.11; 15.2; 16.16; 24.3; 31.26), sobretudo nas adversidades. Precisamos aprender a depender do Senhor Deus ao enfrentarmos cada dificuldade. Felizes são aqueles que podem assim acreditar e a obedecer na esperança, contra a esperança, ou seja, confiarmos em Deus apesar das
cirunstâncias (Rm 4.18; Sl 65.5; 78.7; 146. 5).

IV – O SENHOR JESUS UTILIZA A HISTÓRIA DA VIÚVA DE SAREPTA

O Senhor Jesus fez referência ao profeta Elias, à grande fome e a viúva de Sarepta de Sidom (Lc 4.25,26). O texto deixa claro que a viúva de Sarepta fica em evidência nas palavras do Senhor Jesus. O que faz a história dessa mulher ser diferente das demais viúvas de sua época? Por que ela foi abençoada e as outras não? Por que ela recebeu uma menção tão honrosa por parte do próprio Cristo? Sabemos que no texto o Senhor Jesus estava se referindo a falta de credibilidade do profeta em sua própria pátria, conforme
(Lc 4.24). Contudo, queremos ainda extrair três lições das atitudes da viúva:
4.1 Deus prepara o ambiente para sermos recebidos. O Senhor Deus preparou o coração da viúva para recepcionar e atender as necessidades do profeta (I Rs 17.15).
4.2 A recompensa é assegurada pela obediência. Deus trouxe provisão àquela mulher por sua submissão aos interesses divinos através do ministério do profeta Elias, não permitindo que o seu suprimento lhe faltasse, antes ocorresse um transbordamento da provisão em seu lar (I Rs 17.16).
4.3 O milagre acontece quando Deus é colocado em primeiro lugar. O profeta entrega ou à viúva de Sarepta a chave do milagre quando lhe disse: “primeiro faze dele para mim um bolo pequeno e traze-mo aqui fora; depois, farás para ti mesma e para teu filho” (I Rs 17.13). O profeta era um agente de Deus e atendê-lo primeiro significava pôr Deus em primeiro lugar.
V – DEUS É O PROVEDOR DO PROFETA ELIAS, DA VIÚVA DE SAREPTA E DA SUA IGREJA
A soberania de Deus sobre a historia e sobre os povos e o seu cuidado para com aquele que lhe obedece (Gn 26.5; Dt 28.13,14; I Sm15.22; Jr 42.6; Lc 8.25; Hb 5.9; Hb 11.8) se revelam de uma forma maravilhosa no episódio envolvendo o profeta Elias e a sua visita a Sarepta. Não há limites quando a soberania divina quer revelar a sua graça (Sl 45.2; 84.11; 90.17; Is 12.1) e tampouco não há circunstância demasiadamente difícil que possa impedir o Senhor de revelar o seu poder provedor. Deus é Deus dentro e fora dos limites que os homens costumam conhecer ou estabelecer (Ef 3.20; Sl 139.17).
CONCLUSÃO
Em uma nação onde era exigido por lei cuidar de seus profetas, é irônico que Deus tenha recorrido aos corvos(I Rs 17.4) e a uma viúva (I Rs 17. 8,9) para cuidar do profeta Elias (I Rs 17.15,16). O Senhor traz o auxilio de onde menos esperamos. Ele provê o que necessitamos (Sl 40.17; 107.41; Pv 14.31; 31.20; Is 14.30) de uma forma que ultrapassa nossas restritas definições ou expectativas. Não importa quão amargas sejam as nossas tribulações, ou quão sem esperança a nossa situação possa parecer; devemos buscar o cuidado de Deus. Podemos encontrar Sua providência, o Seu socorro, o Seu milagre em lugares ou situações que nos pareçam estranhos (Êx 17.5-7; Nm 20.7-11).

Fonte : www.rbc1.com.br

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

A APOSTASIA NO REINO DE ISRAEL





I – O QUE É APOSTASIA

1.1 Definição. Do grego, apo, que significa “fora” e histemi, que quer dizer: “colocar-se”. Significa “afastamento” ou o “abandono premeditado e consciente da fé cristã”. No Antigo Testamento não foram poucas as apostasias cometidas por Israel. Só em Juízes, há sete desvios da verdadeira fé em Deus. Para os profetas, apostasia constituía-se num adultério espiritual. Se a congregação hebreia era a esposa de Jeová, deveria guardar-lhe fielmente os preceitos, e jamais curvar-se diante dos ídolos. (ANDRADE, 2006 p. 56).

1.2 A apostasia no AT. No Antigo Testamento, a apostasia ocorreu, principalmente, quando Israel deixou de servir e adorar ao Único Deus Verdadeiro (monoteísmo) e passou a prestar culto a outros deuses (politeísmo), como podemos ver em (Êx 32.1-18; II Rs 17.7- 23; Is 1.2-4; Jr 2.1-9).

1.3 A apostasia no NT. O termo aparece duas vezes no NT com o sentido de cortar o relacionamento salvífico com Cristo, ouapartar-se da união vital com Ele (At 21.21; II Ts 2.3; Hb 3.12). Apostatar significa rejeitar, depois de haver crido nos ensinos de Cristo, e passar a crer em doutrinas contrárias (I Tm 4.1; II Tm 4.3). Sendo assim, a apostasia só é possível para quem já experimentou a salvação (Lc 8.13; Hb 6.4,5).
II – AS CAUSAS DA APOSTASIA EM ISRAEL

2.1 Casamento misto. O Senhor Deus advertiu a nação quanto ao perigo do casamento misto, ou seja, da união conjugal com outrospovos (Êx 34.12-16; Dt 7.1-4). No entanto, os filhos de Israel não guardaram este mandamento, e, como Deus havia advertido, esses casamentos conduziram os israelitas a apostasia (Nm 25.1-3; I Rs 11.1-8; 16.31-34; Ed 10.1,2). O rei Acabe, por exemplo, influenciado por sua esposa Jezabel, substituiu o culto à Jeová pela adoração à Baal (I Rs 16.31-33), e, como se não bastasse, ela
intentou matar a todos os profetas do Senhor (I Rs 18.4). É por esta razão que a Bíblia nos adverte sobre o perigo do jugo desigual
(Am 3.3; I Co 6.14-18).
2.2 Maus exemplos dos reis. A apostasia em Israel ocorreu, principalmente, por causa dos maus exemplos dos reis de Israel, que conduziram a nação à idolatria. O rei Salomão, por exemplo, abandonou ao Senhor e tornou-se idólatra, prostrando-se diante de outros deuses (I Rs 11.1-5), o que o Senhor havia proibido terminantemente na Lei (Êx 20.3-5; Dt 5.7-9). Após a sua morte, seu filho Roboão reinou em seu lugar (I Rs 11.43), e, a partir de então, a nação foi dividida em dois reinos: o Reino do Norte, denominado
Israel, com dez tribos; e o Reino do Sul, chamado Judá, com apenas duas tribos, Judá e Benjamim (I Rs 12.16-25).

Vejamos como sedeu a monarquia em Israel (Reino do Norte), de Jeroboão até o rei Acabe:

2.2.1 Jeroboão. Foi o primeiro rei de Israel após a divisão do Reino (I Rs 12.20). Ele fez dois bezerros de ouro e pôs um em Betel e outro em Dã (I Rs 12.28-30). Ele também estabeleceu sacerdotes que não eram da linhagem de Levi (I Rs 12.28-31) e sacrificou aos bezerros que fizera, provocando a ira do Senhor (I Rs 12.28.31-33).
2.2.2 Nadabe. Ele reinou por apenas dois anos, e fez o que era mal aos olhos do Senhor, andando nos caminhos de seu pai, fazendo pecar a Israel (I Rs 15.25-31).
2.2.3 Baasa. Ele reinou por vinte e quatro anos e também fez o que era mal aos olhos do Senhor, e andou nos caminhos de Jeroboão, conduzindo Israel à idolatria, provocando a ira do Senhor (I Rs 15.33,34; 16.13);
2.2.4 Elá. Seu reinado durou apenas dois anos (I Rs 16.8), e também foi um mal rei, fazendo pecar a Israel, irritando ao Senhor (I Rs 16.13).
2.2.5 Zinri. O reinado de Zinri foi o mais curto de todos. Ele reinou por apenas sete dias (I Rs 16.15). Mas, também andou nos caminhos de Jeroboão, fazendo o que era mal aos olhos do Senhor, fazendo pecar a Israel (I Rs 16.19).
2.2.6 Onri. Ele reinou por dezoito anos (I Rs 16.23), fez o que era mal aos olhos do Senhor, e foi o pior rei de todos que lhe antecederam, fazendo pecar a Israel (I Rs 16.25,26).
2.2.7 Acabe. Quando Onri morreu, Acabe reinou em seu lugar (I Rs 16.28), que teve a capacidade de fazer pior do que todos os reis que lhe antecederam (I Rs 16.30,31). Ele casou-se com Jezabel, que, além de controlá-lo (I Rs 21.25), levou a nação de Israel a adorar seus deuses (I Rs 18.19,20).
Foi em meio a essa crise social, moral e espiritual que Deus levantou o profeta Elias para combater o pecado, proclamar o juízo divino e chamar o povo ao arrependimento.

III – A DIFUSÃO DO CULTO A BAAL

A palavra Baal deriva-se do hebraico, ba`al, e significa “proprietário”, “senhor” ou “marido” (I Cr 5.5; 8.30; 9.36). Baal erao nome comum dado ao deus da fertilidade em Canaã. O AT registra que ele era o deus dos cananeus, mas, também foi cultuado e adorado pelos israelitas (Nm 25.1-3; Jz 2.11,13; 3.7; I Sm 12.10; I Rs 16.31,32; 18.18). Muitas cidades fizeram de Baal um deus local, como Baal-Peor (Nm 25.3,5); Baal-Gade (Js 11.17); Baal-Berite, em Siquém (Jz 8.33); Baal-Zerube, em Ecrom (II Rs 1.2-16); Baal-
Zefom (Nm 33.7); e Baal-Hermom (Jz 3.3). Dentre todos os profetas, Jeremias e Oseias mencionaram Baal com muita frequência (Jr 2.8,23; 7.9; 9.14; 11.13,17; 12.16; 19.5; 23.13,27; Os 2.8,13,17; 9.10; Os 2.8,13,17; 9.10; 11.2; 13.1). Essa religião exerceu grande influência sobre Israel, especialmente no Reino do Norte, onde as ideias e culturas pagãs tornaram-se parte da religião israelitas. Jezabel, esposa do rei Acabe, foi uma rainha idólatra (I Rs 16.31,32) que lutou contra os profetas do Senhor (I Rs 18.4,13), enquanto cerca de 850 profetas de Baal e Aserá comiam à sua mesa (I Rs 18.19). Isto fez com que o profeta Elias desafiasse os profetas de Baal e Aserá, perguntando se Yaweh ou Baal era Deus (I Rs 18.24). Mas, isto não significa dizer que toda a nação se corrompeu, pois, nos dias de Elias havia sete mil que não haviam se curvado diante de Baal (I Rs 19.18).

IV - AS CONSEQUÊNCIAS DA APOSTASIA EM ISRAEL NOS DIAS DO PROFETA ELIAS
Nos dias de Elias, os israelitas, sob a influência da família real, tornaram-se adoradores de Baal, que era considerado como sendo o deus cananeu da chuva e da fertilidade (I Rs 16.29-34). Por isso, o profeta Elias proferiu uma mensagem de juízo divino contra a nação, e, principalmente contra o seu rei, e anunciou uma seca que durou três anos e meio, demonstrando que Jeová é superior a Baal. Esta seca trouxe fome e miséria à nação (I Rs 17.1; Tg 5.17). Em meio a crise, o profeta Elias disse a Acabe: “Eu não
tenho perturbado a Israel, mas tu e a casa de teu pai, porque deixastes os mandamentos do Senhor, e seguistes os baalins” (I Rs18.18). Como o Senhor havia predito nos livros da Lei, a fertilidade e fartura não dependiam de divindades pagãs, e sim, da obediência aos preceitos divinos; e, consequentemente, a seca e a escassez, em decorrência da desobediência à Lei divina (Dt 11.13- 17; 28.1-6, 23,24).
V – OS PERIGOS DA APOSTASIA
Embora a apostasia tenha ocorrido no passado, ela acontece com mais frequência em nossos dias, como cumprimento da Palavra de Deus. O apóstolo Paulo disse: “Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios” (I Tm 4.1). Muitos cristãos estão sendo influenciados por falsos
ensinos e doutrinas de demônios em nossos dias. O escritor da carta aos Hebreus traz uma palavra de advertência quando diz que aquele que no passado teve uma experiência de salvação com Cristo, mas que, deliberada e continuamente endurece o coração para não atender a voz do Espírito Santo (Hb 3.7-19), continua a pecar intencionalmente (Hb 10.26) e se recusa a arrepender-se e voltar-se para Deus, pode chegar a um ponto tal, que não haverá mais possibilidade de arrependimento e de salvação (Hb 6.4-6).

CONCLUSÃO
Como pudemos ver, a apostasia existe desde os tempos passados, como ocorreu nos dias de Salomão, Jeroboão, e, principalmente, nos dias de Acabe, rei de Israel. Por esta razão, o Senhor Deus levantou os profetas Elias e Eliseu, não apenas paraprofetizar e combater os pecados da nação, mas, também, para operar milagres extraordinários, revelando a soberania e o poder de Deus sobre os homens e a natureza. Tal qual os dias de Elias, nós também vivemos em um período de muita apostasia e abandono da
fé, onde as doutrinas humanas e demoníacas são difundidas através da mídia e dos meios de comunicação. Por isso, nestes tempos pós-modernos, Deus está à “procura” de homens corajosos como Elias e Eliseu, para refutar os falsos ensinos de hereges e falsos profetas, anunciando ousadamente a Palavra de Deus na unção do Espírito Santo.

Fonte : www.rbc1.com.br